
Os 475 quilômetros da BR-101 no Espírito Santo contam somente com sete radares em funcionamento. E eles estão todos concentrados em apenas um trecho: na Serra, em Carapina, na região do Vitória Apart Hospital.
Com o fim do contrato entre a empresa responsável pelos equipamentos e o Departamento Nacional de Infraestrutura e Trânsito (Dnit), 46 radares foram desligados ou desinstalados nos últimos dias. Isso faz com que 22 municípios cortados pela rodovia federal no Estado fiquem sem fiscalização eletrônica.
Em alguns locais, os equipamentos ainda não foram retirados, mas não estão mais em funcionamento, segundo o Dnit. É o caso do radar localizado no bairro Divinópolis, na Serra, que continua piscando quando o veículo passa.
A partir de agora, a fiscalização em toda a BR-101 passa a ser de responsabilidade da Eco101, concessionária que administra a rodovia no Estado. A empresa, no entanto, não tem previsão para instalar novos equipamentos.
Em nota, a Eco101 informou que está em fase de contratação da empresa que vai operar os radares.
A concessionária havia anunciado, em agosto, que instalaria três radares no trecho entre Serra e Cariacica, considerado pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) o mais perigoso da rodovia no País. O prazo terminou em setembro, mas os equipamentos não foram instalados.
Paralelo ao fato, a empresa também foi obrigada pela Justiça a colocar 20 radares ao longo de toda a rodovia em até 150 dias. O prazo começou a contar no dia 18 de outubro.
A Eco101 lembrou, também, que a PRF possui radares móveis cedidos pela empresa que são utilizados durante as fiscalizações. “Os motoristas que andam acima da velocidade da via podem ser multados a qualquer momento, caso desobedeçam a lei”, disse.
De acordo com a PRF, os radares são utilizados conforme planejamento feito por meio de estudos e levantamentos técnicos, que definem horários e locais com maiores riscos ou índices de acidentes.
A reportagem completa foi publicada na edição desta sexta-feira (17) do jornal A Tribuna.
Reportagem: Rafael Gomes