
Após 28 dias foragido, o ex-presidente da Assembleia José Carlos Gratz está preso.
Acompanhado de um advogado, Gratz se entregou na tarde dessa terça-feira (21) ao delegado da Polícia Civil Marcos Aurélio Ferreira Oliveira, quando foi lavrado um auto de apresentação espontânea.
Depois, ele foi levado para a Penitenciária de Segurança Média I, em Viana, segundo a assessoria da Secretaria de Estado da Justiça.
De acordo com o advogado Carlos Guilherme Macedo, Gratz estava em São Paulo para um tratamento de saúde. “Desde que saiu da colônia agrícola ele iniciou esse tratamento. Ele tem câncer de pele desde 2005, mas ao ser preso novamente neste ano, o tratamento ficou prejudicado e o problema dele é bem complexo”, afirmou o advogado.
Carlos Guilherme disse que Gratz, assim que soube do mandado de prisão, quis se entregar.
A defesa de Gratz já entrou, nessa terça mesmo, com um recurso no Supremo Tribunal Federal (STF). “É um recurso para abatimento da pena – tendo em vista o tempo de prisão que ele já cumpriu –, contra a liminar que foi indeferida e também contestando a relatoria do ministro Alexandre de Moraes. Já que o ministro Ricardo Lewandowski sempre foi o relator da causa”, disse.
“Esperamos que seja julgado o mais breve possível. Gratz está confiante na Justiça”, afirmou Carlos Guilherme na noite dessa terça, assim que chegou a Brasília.
Condenação
Gratz foi condenado a 5 anos e meio de prisão pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), que também condenou o conselheiro afastado e ex-deputado Valci Ferreira (a 10 anos).
Segundo a Corte, eles levaram vantagem na contratação de seguros de vida para os deputados. No último dia 18 de outubro, o STJ determinou a prisão dos dois. Valci, no entanto, continua foragido.