
Nove meses após a greve da Polícia Militar (PM) no Estado, o Departamento de Estradas de Rodagem do Espírito Santo (DER) anunciou que vai cancelar 3.404 multas de avanço de sinal e parada em faixa de pedestres realizadas em rodovias estaduais durante a greve da PM, dos dias 4 a 12 de fevereiro deste ano.
A decisão, de acordo com o diretor do DER, Enio Bergoli, foi tomada depois de vários diálogos com representantes do Conselho Estadual de Trânsito (Cetran) e do Departamento Estadual de Trânsito (Detran-ES).
“Decidimos cancelar essas multas devido à grande insegurança que a população sofreu naquele período”, explicou.
Antes da decisão, para conseguir a isenção da multa aplicada durante a greve, as pessoas precisavam recorrer junto ao DER.
Bergoli explicou que, com a decisão, tanto quem já recorreu e está com o processo em andamento quanto as pessoas que não tinham recorrido terão as multas canceladas automaticamente.
“Dos 3.404 multados, 749 já tinham recorrido e tiveram os pedidos deferidos”, contabilizou.
O diretor do DER ressaltou que a decisão isenta apenas as multas praticadas nesse período e demais penalidades decorrentes dela, como pontos na carteira.
“Somente o Detran tem autoridade para extinguir os pontos da carteira. Estamos cancelando as duas infrações e também os pontos na carteira para evitar processos no DER e no Detran.”
Do total de 3.404 multas canceladas, segundo Bergoli, 3.331 foram por avanço de sinal e 73 por parada sobre a faixa de pedestres.
Os valores das multas são de R$ 293,47 e R$ 88,38, respectivamente. “Quem já pagou a multa, sendo estas por avanço de sinal e parada em faixa, pode pedir o ressarcimento do valor junto ao DER.”
A advogada Kelly Andrade disse que três pessoas a procuraram pedindo auxílio para solicitarem a isenção das multas. “Um cliente contou que teve de ultrapassar o sinal porque tinha visto um vídeo de um tiroteio naquele mesmo local.”
Já a advogada Karla Cecília afirmou que solicitou mais de 20 pedidos de isenção de multa para clientes. “A decisão de cancelarem as multas desse período foi sensata”, avaliou.
A reportagem completa você lê na edição desta segunda-feira (6) do jornal A Tribuna.
Reportagem: Milena Martins