
Há quase quatro anos em obras, a avenida Leitão da Silva, em Vitória, entrou na última etapa de intervenções. Os novos trabalhos já tiveram início e um novo prazo para entrega da via foi estipulado: novembro de 2018, com três anos de atraso.
Nesta última etapa, as vias que estavam interditadas serão liberadas, mas outras passam a ser bloqueadas para o trânsito. Uma delas é o trecho entre as avenidas Cezar Hilal e Beira-Mar, que passa a receber obras.
Segundo o Departamento de Estradas de Rodagem (DER-ES), a primeira interdição na região acontece em janeiro, em dia ainda indefinido, na pista da direita com o sentido Cezar Hilal-Beira-Mar. Todo o fluxo ficará na outra pista, que também será bloqueada no próximo ano.
O cronograma de todas as interdições de pista será definido após aprovação da Prefeitura de Vitória.
Mas a primeira mudança vai acontecer já na próxima semana, com a interdição de 1,3 km de pista entre a rua dos Correios, em Itararé, e a Eletromil, em Gurigica, no sentido Maruípe-Avenida Beira-Mar.
As últimas camadas de asfalto e a ciclovia em toda avenida serão colocadas somente na reta final da obra, a partir de setembro.
As obras de melhorias na Leitão da Silva começaram em 2014, com um prazo inicial de conclusão para 2015. Após a mudança de gestão no governo do Estado, o prazo foi estendido para 2018. Já o valor final da obra, estimado em R$ 50 milhões, subiu para R$ 93 milhões.
Segundo o diretor do DER-ES, Enio Bergoli, o principal motivo para o atraso foi o pedido da Prefeitura de Vitória para que as obras na avenida se adequassem ao Plano Diretor de Drenagem Urbana (PDDU) da cidade. Com isso, o projeto foi modificado e toda estrutura de galerias subterrâneas foi aumentada.
Isso fez com que os R$ 50 milhões previstos para toda a obra fossem utilizados apenas na primeira etapa. A segunda vai custar R$ 43 milhões.
“Houve essa necessidade de adequação a partir do pedido da prefeitura, que foi justo. Se continuássemos a executar a obra daquela forma, teríamos terminado em 2016, mas seria uma pista boa com problemas de saneamento, com alagamento após as chuvas”, disse Bergoli.
Rafael Gomes