
A Justiça concedeu medida protetiva para duas testemunhas envolvidas no caso da jovem Géssica de Sá Soto, de 26 anos, agredida em uma festa no dia 15 de outubro, em Nova Venécia, Norte do Estado. A medida foi requerida pelo Ministério Público do Espírito Santo, através da Promotoria de Justiça de Nova Venécia.
Na decisão, acatada pelo juiz Ivo Nascimento Barbosa, o MP pede que Géssica e o tio dela, o sargento da Polícia Militar Sérgio Roberto da Silva Cunha Filho, mantenham uma distância mínima de 100 metros das duas testemunhas. A decisão também proibe que Géssica mantenha contato com elas por qualquer meio de comunicação, especialmente, o telefone.
No requerimento apresentado à Justiça, o MPES narra que, durante a instrução do Inquérito Policial, as vítimas disseram se sentir coagidas e assediadas por Géssica e por seu tio, para que prestassem depoimento na esfera policial e judicial incriminando um dos supostos agressores. Para o MPES, a medida protetiva é necessária para garantir a verdade dos depoimentos no processo.
Em caso de descumprimento da medida, pode ser decretada a prisão dos envolvidos.
O caso de agressão aconteceu na madrugada do dia 15 outubro, quando a jovem participava de uma festa de confraternização de um time de futebol de Nova Venécia, e foi agredida por dois homens. Ela teve o maxilar quebrado, perdeu 7 dentes, teve o rosto desfigurado e hematomas nas pernas.
Segundo a família, Géssica tentou separar a briga de uma amiga com uma outra mulher, que é namorada de um dos agressores, quando o namorado da menina começou a agredi-la e depois, outro rapaz também ajudou na agressão.
Dois homens acusados de agredir a enfermeira já foram presos, são eles: Braz Veloso Pianissoli e Allender Paixão. Eles estão detidos foram levados para o Centro de Detenção Provisória (CDP) de São Mateus.
Edson Sodré