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Equipe capixaba na busca pelo Sul-Americano de canoa havaiana

Equipe de canoa havaiana do Italo Va'a treina forte para buscar o título do Sul-Americano. Foto: Arquivo pessoal Após vencer o Campeonato Brasileiro ...

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Equipe de canoa havaiana do Italo Va’a treina forte para buscar o título do Sul-Americano. Foto: Arquivo pessoal

Após vencer o Campeonato Brasileiro e o Aloha Spirit (maior evento de esportes aquáticos da América Latina), a equipe de canoa havaiana do Ítalo Va’a vai representar o Brasil no Sul-Americano da modalidade, que acontece entre os dias 15 e 18 novembro, no Peru.

A competição vai contar com 300 remadores de sete países. Os capixabas competem na categoria supermaster (entre 50 e 59 anos), na canoa com seis remadores.

A equipe é composta por Jefferson Cabral, Fábio de Biase, Fábio Oliveira, Juvenal Caetano, Amarildo Louback e Thiago Mello Jacques, além do técnico Claudiomar Iung, o Formiga.

Para se preparar para o campeonato, o time do Ítalo Va’a chega a remar 100km por semana.

“Nós conseguimos quebrar a hegemonia do Rio de Janeiro que vinha conquistando o Aloha Spirit, com uma equipe de Niterói. Vencemos o brasileiro que nos dá direito de disputar o Sul-Americano. Estou confiante que vamos conseguir um grande resultado”, disse Formiga.

O Campeonato Brasileiro aconteceu na Represa Guarapiranga, em São Paulo, enquanto o Aloha Spirit foi disputado em Salvador/BA, ambos no mês de setembro.

“A canoa havaiana no Brasil ainda é um bebê. Temos cerca de 10 anos de disputas, mas já temos conquistas sul-americanas. O Espírito Santo vem se destacando e o esporte vem crescendo no Estado. O nosso campeonato estadual passou a valer pontuação nesse ano”, destacou.

A equipe do Ítalo Va’a funciona junto ao Clube Ítalo Brasileiro, em Vitória.

Canoa havaiana ganha cada vez mais adeptos no Brasil. Foto: Julio Teixeira

Curiosidades

Canoa Havaiana ou Canoa Polinésia são nomes nacionalizados para denominar o esporte, que surgiu na região do triângulo polinésio e originalmente é conhecido como Va’a, Wa’a ou Waka.

A cultura da canoa existe há mais de 3 mil anos e as canoas foram inicialmente usadas pelos povos polinésios com a necessidade de colonizar novas terras na região Polinésia, que é um conjunto de ilhas no Oceano Pacífico, entre a Austrália e Estados Unidos, incluindo Hawaii e Tahiti, este que faz parte da Polinésia Francesa.

As canoas possuem cerca de 14 metros de comprimento e 50 centímetros de largura, divididas em três partes: o casco, chamado Hull, o flutuador lateral, chamado Ama e os braços que ligam a canoa ao flutuador, chamados Iakos.

As canoas OC6 são usadas em competições nacionais e tem como característica um curvatura no casco. Já as V6 são para campeonatos internacionais e tem um formato mais plano.

Nas canoas de seis lugares, cada um possui uma função específica:

Remador 1: na parte dianteira da canoa, dita o ritmo e freqüência das remadas.

Remador 2: segue o remador 1, porém do lado oposto dando ritmo e freqüência ao remador 4 e 6.

Remador 3: faz a contagem para troca de lado na remada, e geralmente são 20 remadas de cada lado, onde o Hip Ho, anuncia a mudança.

Remador 4: vigia o Iako, para não haver oscilação de equilíbrio.

Remador 5: tem função de esgotar a água dentro da canoa, quando necessário.

Remador 6: é o capitão da canoa, a mais importante e respeitada função por ser o último e dirigir a canoa fazendo o leme de direção.

Informações: Eduardo Alencar

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