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Vendedor de amendoim é preso acusado de estuprar o enteado de 5 anos

Foto: Jéssica Cardoso “É bicho, tem que morrer”. Foi o que disse um vendedor ambulante de 33 anos ao ser questionado sobre o que acha de um homem ...

Vendedor de amendoim é preso acusado de estuprar o enteado de 5 anos
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Vendedor de amendoim é preso acusado de estuprar o enteado de apenas 5 anos Foto: Jéssica Cardoso

“É bicho, tem que morrer”. Foi o que disse um vendedor ambulante de 33 anos ao ser questionado sobre o que acha de um homem capaz de abusar sexualmente de uma criança. Por mais contraditório que possa parecer, ele foi preso acusado de estuprar o enteado de apenas 5 anos. De acordo com a polícia, o laudo do Departamento Médico Legal comprovou os abusos.

A mudança de comportamento da vítima chamou atenção de um professor. “Houve um relato inicial de um comportamento inadequado dessa criança, que reproduzia os abusos na escola. Como ele já estava acostumado a essa série de abusos que o padrasto vinha fazendo, ele acabou por fazer o movimento de cunho sexual igual ao que padrasto fazia durante uma aula na escola. Isso chamou a atenção do professor. Foi feito atendimento psicossocial junto a essa criança e, desde o primeiro momento, ela relatou essa série de abusos de forma muito tranquila e reiterada”, contou Lorenzo Pazolini, titular da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA).

A denúncia chegou à delegacia e o inquérito foi instaurado para que a investigação fosse aprofundada. “A mãe dessa criança trabalhava em regime de escada de 12 por 36 horas. Então, a criança costumava ficar muito tempo com esse padrasto, que é vendedor ambulante, vendia amendoim em Jardim da Penha e Jardim Camburi. Durante esse período, ele costumava abusar da criança. Às vezes na parte da tarde ou durante a noite, quando a mãe não estava na residência”, disse o delegado.

Exames comprovaram que o menino sofria abusos. “A criança foi encaminhada ao DML e o laudo comprovou esse abuso. Então, nós temos uma prova robusta. Além disso, em todos os relatórios de atendimento psicossocial, a criança descreve de maneira muito coerente como isso tudo acontecia”, completou Pazolini.

Para o delegado, a mãe do menino foi omissa. “Estamos diante de mais um caso de uma mãe omissa. Uma mãe que não acreditou na palavra do filho e que, mesmo diante de toda essa prova técnica, ainda pretendia continuar com o abusador. Foi expedido então o mandado judicial de afastamento do lar, retirando esse abusador da casa afim de possibilitar uma maior tranquilidade para essa criança, mas infelizmente, ela ainda vinha mantendo contato e se encontrando com o abusador”, comentou.

A vítima foi ameaçada após contar sobre os abusos. “Ao saber que a criança havia relatado o fato na escola e com a certeza de que isso chegaria ao conhecimento da polícia, ele então passou a ameaçar a vítima. Em uma das oportunidades, ele passou a faca no pescoço da criança, vindo a produzir uma pequena lesão, mas sobretudo, visando intimidar essa vítima”, completou o delegado.

Passagens pela polícia

Ainda de acordo com o delegado, o acusado já possui inúmeras passagens pela polícia. “Ele ficou preso por aproximadamente quatro anos. Tem passagens por furto, roubo, tráfico de drogas e, inclusive, foi preso recentemente em flagrante de delito quando promoveu um arrastão em um ônibus no município de Cariacica”.

Acusado alega inocência

Ao ser questionado se abusou do enteado, o vendedor de amendoim negou e disse que tratava o enteado bem. “Claro que não, tá doido? Eu tenho uma filha que vai fazer 17 anos. A minha relação com ele era boa, eu cuidava dele igual cuido dos meus filhos. Estou aqui acusado de roubo, 157.

Quando foi confrontado por ter sido conduzido à Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente, ele respondeu: “Fui acusado dessa barbaridade, mas não fui eu não. Ele mentiu. Ele mesmo confessou depois, falou que é mentira”, disse.

Sobre o que pensa a respeito de quem comete abusos sexuais contra crianças, ele falou: “Tem que morrer, é monstro. Eu também tenho filho cara. É bicho, tem que morrer um cara que faz isso, mas eu tenho minha consciência limpa”, comentou.

 

*A identidade do acusado não foi revelada para preservar a vítima.

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