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Motorista que provocou tragédia na BR-101 estava a 113 km/h em trecho de velocidade máxima de 80 km/h

Onze pessoas morreram no acidente na BR-101 no último domingo (10). Foto: Beto Barbosa Um laudo minucioso feito pela polícia acompanhou as ...

Motorista que provocou tragédia na BR-101 estava a 113 km/h em trecho de velocidade máxima de 80 km/h
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Acidente na BR-101 Onze pessoas morreram no acidente na BR-101 no último domingo (10). Foto: Beto Barbosa

Um laudo minucioso feito pela polícia acompanhou as velocidades feitas pelo motorista Wesley Rainha Cardozo, 28 anos, e chegar a conclusão de que ele foi o causador do acidente que matou 11 pessoas na BR-101, em Mimoso do Sul.

O delegado responsável pela investigação pediu nesta quarta-feira (18) a prisão preventiva dele e do proprietário do caminhão, Marcelo José de Souza.

O tacógrafo do caminhão marcou que ele chegou a 113 quilômetros por hora. “Provavelmente atingiu essa velocidade quando estava ultrapassando outro caminhão”, contou o titular da Delegacia de Polícia (DP) de Mimoso do Sul Rômulo Carvalho.

O delegado detalhou que o motorista parou num posto de gasolina a um pouco mais de sete quilômetros do local do acidente.

“Ele usou um tacógrafo novo e começou a trafegar. Do local de saída até o local de impacto, ele desenvolveu uma velocidade de 76 quilômetros por hora (km/h). Um pouco antes do local de impacto, ele já vinha a uma velocidade de 88 km/h e atingiu um pico de 113 km/h”.

A velocidade na via onde ocorreu o acidente é de 80 km/h. “Chegamos a identificar o caminhão que foi ultrapassado por ele. Apreendemos o disco de tacógrafo do caminhão, e constatou que antes desse caminhão ter uma diminuição abrupta de velocidade, estava a 87 km/h. Nos leva a concluir e reforçar que o caminhão que causou o acidente estava em velocidade superior”.

O chefe de Polícia Civil, delegado Guilherme Daré, contou que está apertando o cerco para atitudes como a que o motorista e o dono do caminhão assumiram e causou mais uma tragédia na BR-101.

“Esse crime é muito bárbaro e quase desumano. Espero que ocorra a prisão para que outras pessoas não venham a praticar esse tipo de crime ou a conduzir carga de forma irregular no Estado. É comum e a polícia não vai deixar de apurar e fazer operações para reprimir esse tipo de prática”.

Caso a Justiça não acate o pedido de prisão, a polícia vai pedir a suspensão da permissão para dirigir do motorista e que o dono da carreta fique proibido de realizar transporte e agenciamento de cargas e rochas ornamentais.

Erros considerados:

Antes do acidente

– Motorista do caminhão não tem curso para transporte de rochas ornamentais;
– Dono do caminhão também não é certificado e não tinha condições de obter certificado de transporte veicular para transporte de rochas ornamentais;

Na hora do acidente:

– Mau acondicionamento ou o condicionamento irregular de todo o conjunto da carga de granito.
– Cavaletes não estavam colocados da maneira errada. “As rochas estavam apoiadas em cavaletes. E as vigas que sustentavam em vez de serem de ferro eram de madeira”.
– Pneu esquerdo dianteiro estava desgastado.
– Excesso de velocidade.
– Manobra proibida em pista de rolamento, não permitida para veículos pesados. “A pista era uma faixa dupla. Mesmo assim, não poderia haver passagem do caminhão, que é um veículo de carga grande e foi feita”.

Sobre a carga:

“A chapa serrada é colocada na posição de pirâmide. Elas são apoiadas por dois cavaletes. Os cavaletes contam com uma rosca de ferro que é introduzido na carroceria e vai até debaixo de uma viga que fica presa no chassi do caminhão.

Esse cavalete tem de ser preso com a rosca, pois a rosca é que faz a trava. Isso funciona para no caso da carga cair, leva o caminhão junto.

Nesse caso estava introduzido, mas não estava preso. Com excesso de velocidade, fazendo aquela curva, ao perdeu um pouco o controle do veículo, a carga soltou. Ela soltou, fez um giro e o cavalete entrou de frente no para-brisa do micro-ônibus.

O motorista era experiente. Passava no local quatro vezes por semana ele mesmo falou no depoimento que aquela curva, por segurança, tem de ser feita em no máximo 80 quilômetros por hora. Ele mesmo sabia que podia causar esse acidente”.

Fonte: Delegado Rômulo Carvalho.

 

Reportagem de Taís de Hollanda

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