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Cultura, veículo eficaz de inclusão social

por: Manoel Goes Neto "Vila Velha é um mercado cultural e turístico de muitas oportunidades" Tendo como foco central de análise as estruturas ...

Última atualização

por: Manoel Goes Neto

“Vila Velha é um mercado cultural e turístico de muitas oportunidades”

Tendo como foco central de análise as estruturas governamentais municipais responsáveis pela administração da cultura, acreditamos ser importante termos em cidades históricas, uma Secretaria de Cultura sempre fortalecida, e com orçamento diferenciado.
As cidades históricas têm particularidades, sendo merecedoras de tratamento especial, o que cabe perfeitamente para a nossa Vila Velha, no Espírito Santo.
Se faz necessário também mais políticas culturais voltadas para a participação popular, na esfera de decisão pública.
Uma política cultural municipal deve prever os caminhos que se pretende traçar para possibilitar que as comunidades criem e desenvolvam suas culturas, com objetivo de satisfazer as necessidades culturais da população e promover o desenvolvimento de suas representações simbólicas.
Neste sentido, mais do que uma tarefa administrativa, as políticas culturais devem estimular o debate e o conflito de ideias, a troca de experiências, e os comportamentos e sociabilidades urbanas.
Essas políticas devem ser elaboradas pensando em garantir à população o direito ao acesso e fruição dos bens culturais por meio de serviços públicos. Mas, além disso, devem possibilitar que todo habitante da cidade se reconheça como sujeito cultural, graças à ampliação do sentido da cultura.
Devem também incentivar a participação de todos na criação, e nas esferas de decisões públicas sobre a cultura, por meio de conselhos e fóruns deliberativos, garantindo uma política cultural distanciada dos padrões do clientelismo e da tutela.
Para tal, é preciso, primeiro, dar maior atenção aos órgãos responsáveis pela administração publica da cultura. A realidade, porém, não segue por este caminho. O tema cultura quase não consta nas plataformas de governo e dos partidos políticos. E, quando aparece, está relacionado com uma visão equivocada, que associa cultura às necessidades de esportes e lazer da população, que podem ser atendidas com projetos específicos esportivos, para festas ou shows.
Entretanto, é preciso ressaltar a importância da ação do Estado diante da gestão cultural. Ação esta que é garantida à população pela Constituição Brasileira.
É dever do Estado, garantido na Constituição, dispor de recursos financeiros para o fomento e a implantação de políticas públicas capazes de incrementar o acesso à criação e à fruição dos bens culturais e o direito à informação, convertendo a cultura no veículo mais eficaz de inclusão social.
Entendemos que em Vila Velha, uma cidade histórica, podemos pensar, quem sabe, na criação de uma Fundação Cultural Municipal, modelo vencedor em vários municípios históricos.
Esse modelo também se aplica ao turismo municipal. Importante, em tempos de escassez de recursos, a maior participação das entidades privadas nos projetos culturais e também turísticos.
Como cidade histórica e de beleza única, Vila Velha é um grande potencial para geração de novos negócios. Um mercado cultural e turístico de muitas oportunidades.
Afinal foi onde começou toda a história do nosso povo capixaba, consolidando Vila Velha como a Cidade Cultura Capixaba.

Manoel Goes Neto é produtor cultural e diretor do Instituto Histórico e Geográfico do Espírito Santo.

A seção Tribuna Livre é publicada diariamente no jornal A Tribuna. Colaborações para a coluna devem ser enviadas para [email protected].

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