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Piratas da internet exigem resgate de até R$ 30 mil em ataques no Estado

Era um dia de expediente normal. Funcionários de uma empresa na Grande Vitória, que fornece equipamentos para indústrias, chegaram para trabalhar, ...

Piratas da internet exigem resgate de até R$ 30 mil em ataques no Estado
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Era um dia de expediente normal. Funcionários de uma empresa na Grande Vitória, que fornece equipamentos para indústrias, chegaram para trabalhar, mas foram impedidos porque todos os computadores estavam bloqueados.

E não demorou muito para descobrirem que o sistema havia sido invadido por piratas da internet, que sequestraram as informações, fizeram o bloqueio ao sistema e exigiram resgate de R$ 30 mil para liberar o banco de dados.

Quem conta a história é o dono da empresa, o comerciante Júlio Junior Calzavara, de 34 anos. Mas ele não é o único que foi alvo desses bandidos no Estado. Somente ele descobriu que mais três pessoas passaram pelo mesmo sufoco. Outras procuraram a polícia.

“Quando abrimos o computador, apareceu na tela que o nosso HD foi criptografado e que para liberar teríamos de pagar 7 bitcoins (moeda virtual), que há seis meses, quando ocorreu o fato, valia R$ 30 mil. Eles mandaram um e-mail com código de acesso para retornarmos”, revelou.

Mesmo tendo perdido 90 dias de atividades no banco de dados, entre elas a de recuperar o sistema para fazer o faturamento e emitir notas fiscais, o comerciante optou por não pagar o resgate.

“Fizemos uma pesquisa em grupos do WhatsApp e descobrimos que outras três pessoas tinham sido vítimas no Estado. Em dois casos, elas pagaram, não recordo quanto, mas não receberam os dados de volta. Só uma, que pagou R$ 15 mil, conseguiu recuperar os dados”, contou Júlio.

Ele disse que foram cerca de 15 dias para refazer o que foi perdido. Considerando esse tempo sem atividade, o prejuízo estimado foi de R$ 50 mil.

Depois disso, Júlio admite que está mais precavido. “Eu tinha backup automático, mas estava tão acostumado que deixava o próprio HD, onde salvava o backup, conectado ao servidor. O erro foi esse. Agora minhas informações estão salvas na nuvem. Mesmo assim, eu faço backup.”

O doutorando em Ciências da Computação, Marcello Novaes, explicou que nesses casos de computadores infectados por ransomware (software malicioso que criptografa dados e pede resgate) a orientação é não pagar.

“Não há como ter garantia de que vai receber, por isso o melhor é adotar medidas de prevenção, como não atualizar softwares se não for em sites oficiais, além de manter backups externos.”

A reportagem completa você lê na edição desta quinta-feira (26) do jornal A Tribuna.

Reportagem: Eliane Proscholdt e Francine Spinassé

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