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Engenheiros apontam falhas na estrutura da Segunda Ponte

O engenheiro Eduardo Agostinho disse que um aço que fica anos sem manutenção passa a aguentar menos peso e por isso a situação da ponte é precária. ...

Engenheiros apontam falhas na estrutura da Segunda Ponte
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Engenheiro Eduardo Agostinho O engenheiro Eduardo Agostinho disse que um aço que fica anos sem manutenção passa a aguentar menos peso e por isso a situação da ponte é precária. Foto: Rodrigo Gavini

Quem passa todos os dias pela Segunda Ponte pode perceber apenas os problemas superficiais na pista, repleta de mato e buracos. Mas um risco ainda maior está mais abaixo, na estrutura que sustenta a via que interliga os municípios de Vitória, Vila Velha e Cariacica.

São ferros enferrujados, quebrados e expostos, além de concretos em pedaços, completamente deteriorados.

Em contato com a estrutura da Segunda Ponte, a água salgada acelerou o processo de corrosão dos ferros. A falta de manutenção prejudicou ainda mais a estrutura, segundo especialistas. Em contato com a estrutura da Segunda Ponte, a água salgada acelerou o processo de corrosão dos ferros. A falta de manutenção prejudicou ainda mais a estrutura, segundo especialistas. Foto: Caio Cesar

“Essa corrosão acaba fragilizando a estrutura. Um aço que fica anos sem manutenção passa a aguentar menos peso. A situação é precária e a sustentação pode ruir”, alertou o engenheiro e especialista em processo corrosivo, Eduardo Agostinho.

Para o engenheiro civil Marcos Motta Ferreira, o aço deteriorado pode fazer com que a construção inaugurada em 1979 perca a resistência. “É algo grave. Aqueles blocos são feitos para que o concreto não perca a resistência. Essa corrosão pode atacar todo o bloco. É preciso uma intervenção rápida”, comentou.

Procurado pela reportagem de A Tribuna, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) informou que iria deslocar uma equipe técnica para o local para verificar o estado da estrutura. “Caso seja de competência do Dnit, tomaremos as providências cabíveis”, disse o órgão, em nota.

O engenheiro e consultor do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Espírito Santo (Crea-ES), José Márcio Martins, lembra que a inspeção tem que acontecer, no máximo, a cada dois anos.

Corrosão na Segunda Ponte O problema de corrosão também está na parte debaixo da pista, o que pode ser visto por quem passa de barco sob a construção. Foto: Rodrigo Gavini

“O ideal é uma inspeção anual e uma mais aprofundada a cada cinco anos. Se a inspeção não acontece e há deformação não detectada, a estrutura pode ruir”, disse.

Questionado, o Dnit não informou quando foi feita a última inspeção e nem se tem um plano emergencial para melhorias.

Na próxima segunda-feira (30), a Comissão de Infraestrutura da Assembleia Legislativa, juntamente com o Crea, fará uma visita técnica na Segunda Ponte para apurar a situação.

“A intenção é cobrar os responsáveis, caso haja alguma irregularidade ou situação de risco”, comentou o presidente da comissão, deputado Marcelo Santos.

A reportagem completa você lê na edição desta terça-feira (24) do jornal A Tribuna.

Reportagem: Rafael Gomes

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