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Sobe para 9 o número de mortos em incêndio em creche

A sala onde os alunos estavam tem grades na janela e teto de PVC, uma espécie de material plástico, também inflamável. Foto: Divulgação/PM Mais duas ...

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Incêndio em creche mata 9 e deixa mais de 40 feridos A sala onde os alunos estavam tem grades na janela e teto de PVC, uma espécie de material plástico, também inflamável. Foto: Divulgação/PM

Mais duas crianças morreram vítimas do incêndio no Cmei Gente Inocente, em Janaúba, norte de Minas Gerais. As mortes de Yasmin Medeiros Salvino, de 4 anos, e Cecília Davina Golçalves Dias, da mesma idade, foram confirmadas pelas autoridades no início da tarde desta sexta-feira (6).

Na noite de ontem, as autoridades chegaram a informar sobre a morte de Cecília, mas na manhã desta sexta a Polícia Militar esclareceu que houve um “erro de avaliação médica”. Segundo a nota, a menina teve uma parada cardíaca, mas foi reanimada. Infelizmente, ela teve 80% do corpo queimado e não resistiu. Já Yasmin, teve 90% do corpo atingido pelas chamas.

Também morreram na tragédia Luiz David Ferreira, Ana Clara Ferreira da Silva, Ruan Miguel Santos Silva, Juan Pablo Cruz dos Santos, todos de quatro anos, e Renan Nicolas dos Santos Silva, de 6 anos. A professora Helley Abreu Batista, de 43, também morreu, além do autor do crime, Damião Soares dos Santos, de 50, que faleceu no Hospital Regional de Janaúba.

O ataque aconteceu na manhã de ontem. Os primeiros levantamentos da Polícia Civil apontam que o crime foi premeditado. Galões de combustíveis foram encontrados na casa do vigia Damião Soares dos Santos. Segundo a polícia, era portador de doenças mentais e obcecado por crianças. Ele também pode ter escolhido a data, pois o pai dele morreu exatamente há três anos. Por isso, avisou aos familiares que ”daria um presenta a todos, se matando em breve”.

Feridos

Treze pessoas -11 delas crianças- foram transportadas de avião para o Hospital João XXIII, em Belo Horizonte, que é referência no tratamento de queimaduras. As duas professoras da creche, de 63 e 42 anos, chegaram a BH por volta das 11h. Todos os internados estão em estado gravíssimo.

As três crianças transferidas para o Hospital Odilon Behrens, em BH, respiram com a ajuda de aparelhos e estão em estado grave. Há risco de morte, apesar do quadro de saúde estar estabilizado.

Marcos Evangelista, gerente da pediatria do hospital, informou que as crianças tiveram as vias respiratórias lesionadas por inalação da fumaça quente, mas não sofreram intoxicação. Elas estão sedadas no centro de tratamento intensivo.

As crianças, de 2, 3 e 5 anos, não tiveram queimaduras na pele. Alunas da creche em Janaúba, elas foram resgatadas pelos pais durante o incêndio e chegaram a ir para a casa.

Mais tarde, ao apresentarem sintomas como tosse, foram hospitalizadas e entubadas na cidade do norte de Minas, antes de serem transferidas a BH.

O médico não soube precisar quanto tempo deve durar o tratamento e se as crianças terão sequelas, mas disse que espera que tenham alta “dentro de dias”.

Segundo Evangelista, o atendimento ainda em Janaúba foi essencial. Os pais haviam recebido a orientação de levar os filhos aos hospitais ao menor sinal de problemas respiratórios.

Parentes das crianças receberam atendimento psicológico e de assistência social no hospital, que é referência em pediatria. Dois leitos da unidade de terapia intensiva da pediatria ainda estão disponíveis, caso seja necessário.

Outras 15 crianças, com idades entre 1 e 6 anos, estão recebendo tratamento em Montes Claros, no norte de Minas. Duas adultas de 23 e 51 anos também são atendidas na cidade.

Há ainda 12 crianças internadas no Hospital Regional de Janaúba.

Havia cerca de 60 crianças no Centro Municipal Infantil “Gente Inocente” na manhã de quinta (5), quando o vigia arremessou gasolina em várias crianças e em si mesmo e ateou fogo em seguida.

Um total de oito aeronaves foi mobilizada para o atendimento às vítimas -três da Polícia Militar, Polícia Civil e Bombeiros, duas dotadas de UTI móvel e três particulares, de empresários da região.

Com informações do Estado de Minas e da Folhapress.

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