O Delegado Chefe da Polícia Civil, Guilherme Daré, determinou a abertura de um processo investigativo para apurar a ida ao dentista de Hilário Frasson, que está preso acusado de mandar matar a esposa, a médica Milena Gottardi Tonini Frasson, de 38 anos.
O policial civil, de 44 anos, deixou a 19ª Delegacia de Polícia de Novo México, em Vila Velha, na manhã desta segunda-feira (30) sem algemas. Ele estava escoltado por quatro policiais.
A Corregedoria da Polícia Civil vai investigar os procedimentos adotados na condução do preso até o consultório odontológico localizado na Praia do Canto, em Vitória. A ordem foi dada pelo secretário de Segurança Pública e Defesa Social, André Garcia.
“Ele conversou comigo e com a corregedora, que tomou uma atitude o mais rápido possível. A própria Corregedoria é responsável pela coordenação do presídio e vai verificar essas informações veiculadas pela imprensa”, disse o chefe da Polícia Civil Guilherme Daré.
Daré informou que a saída de Hilário para atendimento odontológico é permitida pela lei. “A delegada respeitou a Lei de Execuções Penais. Ela estava embasada na legislação e é um direito do preso ter assistência médica e odontológica. Depende apenas da autorização dela como diretora do presídio. No caso dele, a Corregedoria também vai apurar se havia ou não a necessidade desse tratamento”.
O fato do policial civil não estar algemado durante o trajeto também será apurado. “Logicamente que se ele estava ou não algemado, será também motivo de apuração pela Corregedoria. Levando em consideração também que, naquele momento, havia quatro policiais com ele, então, não haveria o risco de fuga. Desconheço que haja algum privilégio. Se nessa irregularidade houve algum privilégio, será objeto de apuração por parte da Corregedoria”, completou.
