
No dia em que completava 78 anos, o dono do hotel Lírio, Ayres Lírio Nascimento, foi assassinado dentro de seu estabelecimento. Uma das suspeitas da polícia é de que ele tenha sido vítima de latrocínio (roubo seguido de morte). Ele teria sido estrangulado com lençol por um falso cliente do hotel.
O crime aconteceu por volta das 17 horas desse domingo (29), na Ilha do Príncipe, em Vitória. Segundo investigadores da Divisão de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), uma das hipóteses é que ele tenha sido morto por um homem que teria se hospedado cinco horas antes.
A polícia explicou que acima do estabelecimento, no terceiro andar, há quartos usados por familiares do empresário.
A vítima teria flagrado o suspeito no quarto de um de seus filhos, roubando pertences. O suspeito então teria matado a vítima. O corpo do idoso foi encontrado num quarto do segundo andar.
A polícia não soube precisar o que foi usado para assassiná-lo. Porém, a vítima foi encontrada com um lençol enrolado ao pescoço e outro lençol que manteve mãos e tornozelos atados.
Ele estaria sozinho no local, pois parentes teriam ido para uma confraternização. A nora foi quem acionou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu-192), após familiares o encontrarem morto.
O Samu já encontrou Ayres sem vida. As primeiras informações que familiares repassaram para o Samu eram de que ele poderia ter sido agredido com pauladas na cabeça, uma vez que não respirava e o nariz apresentava sangramento.
Assim que a perícia chegou ao local, encontrou o corpo do idoso caído entre duas camas. O corpo da vítima já teria sido retirado da posição original, já que a equipe do Samu foi ao local anteriormente.
Na noite desse domingo, vários parentes e curiosos ficaram na avenida Alexandre Buaiz, onde está localizado o hotel. Peritos chegaram a examinar lençóis de um dos cômodos do hotel.
A filha do idoso estava muito abalada e não quis conversar com a imprensa.
O corpo de Ayres foi encaminhado ao Departamento Médico Legal (DML), em Vitória, onde será submetido a exames para detectar a causa da morte.
Até a noite desse domingo, o suspeito não havia sido preso. O caso vai ser investigado pela Delegacia de Segurança Patrimonial (DSP).
Reportagem: Tais de Hollanda