
“Existem muitas apreensões pulverizadas, ou seja, de pessoa que produz de forma caseira poucas notas e as utiliza. Também notas falsas vendidas em todo lugar do País”, disse o delegado federal Marcos Paulo Pugnal, da Delegacia de Repressão a Crimes Fazendários.
Jovens estão no topo da comercialização na internet e da venda dessas notas no Estado. “Muitos querem aproveitar o dinheiro falso para curtir. Estar em baladas em fim de semana, principalmente locais com grande movimento, shows, feiras. Mas existem aqueles que lançam a cédula falsa para ter o troco, que é dinheiro real”.
A perita criminal federal Regina Lengruber da Silva contou que existe um favoritismo por réplicas de R$ 50 e R$ 100. “A maioria reproduz notas com a mesma série (sequência de letras e números no verso da nota). Tem réplicas que consideramos ‘boas’, pois conseguem enganar as pessoas na rua”.
A reportagem localizou uma suspeita que se identifica como Monique Gomes. Ela faz postagens diárias no Facebook oferecendo notas falsas e dizia ser de Viana. O bolo de dinheiro mais caro sai por R$ 800 para receber R$ 3 mil em cédulas falas.
Ela vende notas de R$ 10 a R$ 100 e ainda ressalta que elas vêm com fita holográfica original, são ásperas e passam em testes contra falsificação, como o da caneta (ao passar a caneta em cima da nota, se sair risco escuro, indica que a cédula é falsa). “(As notas) vêm de fora. São top”, garantiu a vigarista.
A reportagem recebeu um boleto para pagamento de R$ 1 mil em notas falsas por R$ 350, mas não pagou por se tratar de crime. “Acreditamos ser enganoso que a fita holográfica seja original”, disse o delegado.
Tais de Hollanda
Confira a reportagem especial no Jornal A Tribuna desta segunda