Golpes são aplicados todos os dias, mas a proximidade com o fim do ano merece uma atenção ainda maior, já que é nessa época que eles se intensificam, segundo a polícia e especialistas. Em uma nova modalidade, vigaristas tentam atrair seus alvos no WhatsApp, usando como isca a informação de que há a possibilidade de receber um 14º salário.
A mensagem que circula pelo aplicativo diz que trabalhadores que tenham trabalhado de carteira assinada (nos textos, eles citam períodos diferentes) têm direito ao benefício.
Conforme a PSafe, empresa responsável pelo aplicativo de segurança digital DFNDR, em apenas dois dias, cerca de 320 mil pessoas foram expostas ao golpe enviado pelo mensageiro no País. Não foram divulgados dados no Estado.
A promessa é que usuários que já tenham trabalhado com carteira assinada nas épocas informadas por eles têm possibilidade de conferir se têm o direito a receber o benefício através da Caixa.
O golpe promete o pagamento de um 14º salário (R$ 937). Atraídos pelo valor, usuários clicam para fazer a consulta e, em seguida, precisam responder a algumas perguntas: “Você já possui o Cartão Cidadão?”, “Você está registrado atualmente?”, “É maior de 18 anos?”.
Independentemente das respostas, a vítima é encaminhada para uma nova página, que pede que ela compartilhe o link com 10 amigos via WhatsApp para poder consultar a lista. Assim, os golpistas alcançarão um número cada vez maior de vítimas.
Posteriormente, a pessoa precisa se cadastrar em serviços de SMS pago ou é levada a fazer o download de aplicativos falsos, que podem infectar o smartphone e deixá-lo vulnerável a outros tipos de crimes ou prejuízo financeiro.
Alerta

E para não cair em armadilhas no mundo digital, o especialista em crimes eletrônicos Eduardo Pinheiro Monteiro faz um alerta:
“O uso da tecnologia é perigoso para os usuários mal informados. Então, a principal dica para evitar ser vítima desse tipo de fraude é não clicar em links de e-mails e também de programas de troca de mensagens instantâneas, como o WhatsApp”.
E, segundo ele, além de não clicar em links, a pessoa deve instalar um software antivírus para rastrear e identificar invasões. “Dependendo do tipo de código malicioso, será necessário até mesmo formatar o dispositivo”.