
Determinação e força de vontade foram os principais ingredientes da dieta que ajudaram a professora Cristina Mara Martins Vaz, 46 anos, a emagrecer cerca de 50 quilos sem ajuda de cirurgia. Depois de ter engordado 20 kg em três meses e enfrentar uma gravidez de risco aos 42 anos, ela não viu outra saída a não ser emagrecer.
“Engordei mais 25 kg na gravidez e cheguei aos 119 kg. Ia ao médico todos os dias aferir minha pressão. Foi quando, aos oito meses de gestação, minha pressão chegou a 19 por 10, então meu médico resolveu antecipar o parto para garantir a saúde do bebê”, relembra.
A professora conta que o principal aliado para conseguir eliminar o peso foi a mudança na alimentação associada a prática de atividades físicas. “Mudei minha alimentação e passei a me exercitar. Comecei com caminhadas leves e hoje faço musculação, ginástica de treinamento de ciclismo indoor, tudo com supervisão de profissionais.”
Hoje, no Dia Nacional de Prevenção à Obesidade, a professora é um dos exemplos de superação dessa doença, que associada a outros problemas de saúde pode levar até a morte, segundo médicos. “Hoje, com 68 kg, estou de bem com a vida, mais bonita e feliz. Sou exemplo para muitas pessoas que estão enfrentando a obesidade.”
Segundo a presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) no Espírito Santo, a endocrinologista Mariana Guerra, casos como o de Cristina são possíveis desde que a pessoa faça um acompanhamento médico e nutricional desde o início. “Atualmente, com a moda estética, é preciso tomar cuidado com formas milagrosas e secretas, médicos e outros profissionais que prometem ‘mágicas’ e resultados rápidos, com pouco esforço e dedicação do paciente. O endocrinologista é o médico habilitado pelo Conselho Federal de Medicina para tratar a doença de forma completa e responsável”, esclareceu.
Vinícius Nascimento