
O gás de cozinha vai ficar mais caro nesta semana. A Petrobras reajustou, ontem, os valores do gás liquefeito de petróleo (GLP) nas refinarias. A alta é de 12,9% e se reflete em botijões de até 13 quilos (kg). Com o aumento, o gás de cozinha pode chegar a até R$ 80 no Estado.
Uma botija de gás de cozinha custava, há seis meses, entre R$ 45 e R$ 50 na Grande Vitória. Hoje, custa de R$ 60 a R$70, segundo Flávio do Valle, diretor jurídico do Sindicato do Comercio Varejista de Gás Liquefeito de Petróleo do Estado (Sinregas-ES).
Ele afirmou que o aumento, o 10º no período, supera 55% em seis meses. “A alta desta vez será de R$ 5 a R$ 10. Foram dez aumentos em seis meses. Com o novo aumento, o gás pode chegar de R$ 70 a R$ 80”, contou Valle.
Ele ressaltou que as empresas não estão conseguindo repassar todos os aumentos de forma integral. “Não conseguimos repassar o aumento integralmente. E, mesmo assim, o consumidor acha que somos nós quem aumentamos porque queremos, pois não há a publicidade necessária por parte da Petrobras”, explicou.
Valle destacou ainda que o GLP é um produto de alta necessidade, e deveria haver uma política própria de incentivos. “Chega a mais casas do que água, luz”, disse.
A Petrobras informou, em comunicado, que o percentual de reajuste foi calculado de acordo com a política de preços divulgada em junho e reflete, principalmente, a variação das cotações do produto no mercado internacional.
Segundo a empresa, o aumento ao consumidor dependerá do repasse das distribuidoras e revendedores, mas, se o aumento for repassado integralmente, a estimativa é de que o preço do botijão possa ser reajustado, em média, em 5,1% ou cerca de R$ 3,09 cada.
Já para o Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Gás Liquefeito de Petróleo (Sindigás), o aumento do preço divulgado pela Petrobras nas refinarias pode afetar bem mais o bolso do consumidor: entre 7,8% e 15,4% de reajuste, dependendo do local do suprimento.
A entidade afirmou que a correção aplicada não repassa integralmente a variação de preços do mercado internacional e, com isso, o combustível registra uma defasagem de 6,08% em relação ao preço do produto importado.
Reportagem de Thaíssa Dilly para o jornal A Tribuna desta quinta-feira.