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Juliana Alvarenga Rocha Outubro é marcado como o mês dedicado à luta contra o câncer de mama. A campanha Outubro Rosa chama a atenção para a luta ...

Última atualização

Juliana Alvarenga Rocha

Outubro é marcado como o mês dedicado à luta contra o câncer de mama. A campanha Outubro Rosa chama a atenção para a luta contra a doença, com enfoque na prevenção e no diagnóstico precoce.

Apesar de ser considerado um câncer de prognóstico relativamente bom, as taxas de mortalidade por câncer de mama continuam elevadas no Brasil, muito provavelmente porque a doença ainda é diagnosticada tardiamente.

Dessa forma, as campanhas de conscientização são extremamente importantes para difundir o conhecimento.

A estimativa do Instituto Nacional do Câncer (Inca) é de aproximadamente 58 mil novos casos de câncer de mama por ano, assim para cada 100 mil mulheres, 56 correm o risco de desenvolver a doença.

O câncer de mama é o mais comum entre as mulheres no mundo e no Brasil, depois do câncer de pele não melanoma. E é o câncer que mais mata as mulheres.

O diagnóstico precoce, com a realização da mamografia e acompanhamento adequado com o mastologista ou ginecologista é fundamental para melhores resultados no tratamento, o que também ajuda a evitar tratamentos mais agressivos.

O Ministério da Saúde preconiza que mulheres entre 50 e 69 anos realizem mamografia de rotina a cada dois anos. Aquelas que possuem histórico familiar de câncer de mama em parentes de primeiro grau precisam de acompanhamento clínico individualizado, pois o risco é maior.

Os principais fatores de risco para o câncer de mama são sexo feminino e idade acima de 50 anos. As que tiveram a primeira menstruação precoce (antes de 12 anos), menopausa tardia (depois de 55 anos), nunca tiveram filhos, fizeram uso de reposição hormonal (acima de cinco anos) na menopausa e que têm histórico na família, possuem risco aumentado de desenvolver a doença.

Considerando as faixas etárias pré e pós-menopausa, pesquisadores da Sociedade Brasileira de Mastologia apontam que o risco de ter câncer de mama aumenta consideravelmente em mulheres com excesso de gordura corporal, especialmente as que apresentam medidas aumentadas da circunferência abdominal.

Outro agravante são os efeitos psicológicos que impactam na percepção da sexualidade e na própria imagem pessoal da mulher. Quanto mais avançada a doença estiver, mais agressivo será o tratamento.

Doença em estágios mais avançados requer, por vezes, retirada total da mama. Pode ocorrer ainda acometimento axilar, causando, além da deformidade estética, dano motor ao membro superior afetado, e também aumento das taxas de linfedema do braço.

Muitas vezes, são as próprias mulheres as primeiras a descobrirem o início de um tumor.

Então, elas devem ficar alerta para o aparecimento de nódulo, inchaço da pele da mama, ulceração ou vermelhidão da pele, abaulamento em alguma região da mama, sangramento pelo mamilo, retração do mamilo e da aréola.

Embora o câncer de mama no início não apresente dor na maioria dos casos, qualquer dor mamária fora do período menstrual deve ser relatada ao médico.

Como muito dos fatores de risco estão relacionados à constituição da própria pessoa, a adoção de uma alimentação saudável, a prática de atividade física, manutenção de peso adequado, evitar bebida alcoólica e cigarro são importantes.

São medidas que contribuem para diminuir as chances de aparecimento da doença, podendo evitar cerca de 30% dos casos.

 

Juliana Alvarenga Rocha é oncologista

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