
O balanço foi feito pelo banco até a última quarta-feira. O último lote foi liberado no último dia 8 para os nascidos em dezembro. Os beneficiados têm até o dia 31 deste mês para sacar.
Ao todo, 475.652 trabalhadores do Estado já fizeram os saques, somando mais de R$ 590 milhões
pagos em cinco lotes. Apesar de representar quase 23% do total de pessoas que tinham o direito de resgatar contas inativas de até dezembro de 2015, “apenas” R$ 10,8 milhões ainda não foram sacados – 1,7% do valor total de R$ 600,9 milhões no Estado.
Para a economista Arilda Teixeira, a maioria dos 140 mil trabalhadores devem possuir direito a valores pequenos. “Eles acham que não vale a pena o desgaste de ir até a agência pegar o dinheiro. Como o percentual é pequeno, deve estar dentro da margem da Caixa”, disse.
De acordo com Marcos Verlaine, analista do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), muitos trabalhadores ainda não estão informados sobre o direito ao saque. “É, fundamentalmente, desinformação. Uma parcela expressiva da população não acessa a internet ou
lê os jornais, apenas assistem televisão. Se a propaganda sobre as contas inativas não passou na hora em
que a pessoa estava assistindo TV, a informação passa batida”, afirmou.
Para Verlaine, o governo federal deveria fazer uma campanha massiva para quem ainda não resgatou
o dinheiro. “O trabalhador não vai perder o direito, mas deixará de antecipar uma quantia que poderia ser importante em seu orçamento”, completou.
Já Arilda Teixeira destacou a importância do saque, mesmo que o valor seja pequeno. “Para quem ainda não foi buscar o dinheiro, aconselho pegar a quantia e aplicar em outra modalidade de investimento que rende mais que o FGTS, como o Tesouro Direto. Esse dinheiro pode ser usado em imprevistos no futuro,
como doenças”, concluiu.
Reportagem de Caio Miranda para a edição desta terça-feira do jornal A Tribuna.