Na busca por ajuda para conseguir livrar dependentes do vício das drogas, 2.440 famílias recorreram à Justiça para conseguir internação de graça.
De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), em 2015, foram 1.020 demandas para internações. Já em 2016, o Estado recebeu 1.096 determinações judiciais para que pacientes fossem internados em clínicas, enquanto nos primeiros quatro meses de 2017, foram 324.
O membro do Comitê Regional do Fórum Nacional de Saúde, que é vinculado ao Tribunal de Justiça do Estado e ao Conselho Nacional de Justiça, juiz Paulo César de Carvalho, explicou que há três tipos de internações: voluntária, involuntária e compulsória (à força).
O primeiro caso é quando o dependente químico quer fazer o tratamento e, sem condições de custeá-lo, recorre à Justiça. Entretanto, o magistrado disse que o número de pedidos que chegam ao Poder Judiciário é bem menor.
Na internação involuntária e compulsória o pedido é feito por parentes (não pode ser cônjuge) ou Ministério Público. Mas o juiz ressaltou que o pedido deve ser fundamentado em laudo médico, comprovando a necessidade de tratamento médico.
Nossos repórteres foram às ruas nessa segunda-feira (17) e ouviram dezenas de histórias de quem é dependente, principalmente do crack. A reportagem completa você lê na edição desta terça (18) do jornal A Tribuna.
Reportagem: Eliane Proscholdt, Francine Spinassé e Lucas Rezende
