
Roger não é mais técnico do Atlético Mineiro. A demissão veio após a derrota por 2 a 0 para o Bahia. Para o seu lugar, um dos mais cotados é Rogério Micale, campeão olímpico com a Seleção Brasileira.
A mística “caiu no Horto, tá morto” funcionou para o Atlético-MG até o início de maio, quando o time tinha disputado apenas jogos do Campeonato Mineiro e da Copa Libertadores no Independência. A partir do início do Campeonato Brasileiro o desempenho atleticano como mandante despencou.
Foi de 100% nos primeiros 12 jogos da temporada em casa para apenas 33% nas oito rodadas disputadas pela competição em Belo Horizonte. Para tentar afastar o momento ruim diante de sua torcida, o Atlético deve mandar algumas partidas no Mineirão. Opção que deve ser confirmada em breve pelo presidente Daniel Nepomuceno, que se vê um dilema.
Caso escolha o Gigante da Pampulha como palco dos jogos do Atlético-MG, o dirigente sabe que o clube vai perder em arrecadação com o seu programa de sócio-torcedor, o Galo na Veia, uma vez que os ingressos para jogos no Mineirão seriam vendidos mais baratos do que os valores praticados no Independência. No entanto, neste domingo, contra o Vasco, a partida vai ser no Independência.
Para alterar o local de uma partida, o clube mandante deve fazer a solicitação à CBF (Confederação Brasileira de Futebol) com pelo menos cinco dias de antecedência, desde que sejam estádios na mesma cidade. Portanto, o prazo não permite a mudança do jogo válido pela 16ª rodada do Campeonato Brasileiro. Sendo assim, o primeiro jogo do Atlético no Mineirão, pelo Brasileiro, deve ser contra o Corinthians.
O duelo com o líder do campeonato está marcado para 2 de agosto, às 16h, por enquanto ainda para o Independência. Inclusive, a solicitação de mudança de local deve atender um pedido dos próprios jogadores. “Já tem uma conversa entre nós também sobre mudar de ambiente, voltar a jogar no Mineirão, mas isso fica para o presidente decidir junto com a comissão técnica. A gente já vem falando isso, porque o clima está pesado, não estamos conseguindo buscar as vitórias e as energias já começam a ficar negativas.
Então, você começa a ter que buscar alternativas para que a gente possa readquirir a confiança, para que a torcida volte a ficar do nosso lado. Vamos trabalhar para que isso volte a acontecer, mas enquanto formos jogar aqui, temos que mudar nossa postura para voltar a vencer”, revelou o lateral direito Marcos Rocha. De acordo com o orçamento apresentado pela diretoria e aprovado pelo conselho deliberativo, o Atlético planejava disputar pelo menos 12 partidas como mandante no Mineirão.
Por enquanto, passado o primeiro semestre, o Atlético-MG levou apenas uma partida para o Mineirão, que foi o clássico com o América, que terminou com goleada alvinegra por 4 a 1. Mais em função das travas que a licitação de exploração do Independência coloca para dias de jogos do clube alviverde por lá. Como visitante, o Atlético-MG esteve outras quatro vezes no Gigante da Pampulha.
Em três clássicos com o Cruzeiro e uma partida contra a URT, que escolheu o estádio para receber o primeiro jogo da semifinal do Mineiro. Desde que o Mineiro foi reinaugurado, após a reforma para receber jogos das Copas das Confederações e do Mundo, em fevereiro de 2013, o Atlético levou apenas 21 jogos para o estádio. E o retrospecto é positivo, com 14 vitórias, quatro empates e somente três derrotas.
Agência Folhapress