Durante a tarde mais fria do ano em São Paulo, a segunda mais fria em 13 anos, ao menos um morador de rua foi encontrado morto sem sinais de violência. Às 16h30 dessa terça-feira (18), a Polícia Militar (PM) recolheu o corpo de um desabrigado na zona oeste da capital paulista. Segundo a PM, não havia qualquer sinal de violência, um indicativo de que a morte pode ter sido em decorrência da baixa temperatura.
Houve ainda, segundo o padre Julio Lancellotti, da Pastoral de Rua, uma segunda morte nesta terça nas mesmas circunstâncias e na mesma região, em frente à Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP). Esta, sem confirmação da PM até a publicação deste texto. “É aquela história, no IML (Instituto Médico Legal) vai dar ataque cardíaco ou tuberculose, porque hipotermia não é patologia. Não se morre de frio”, diz, em tom irônico.
Em 2016, ao menos seis moradores de rua morreram no período de frio entre junho e julho. Neste ano, há pelo menos mais uma morte sob suspeita de ter sido causada pelo frio, em 10 de junho. Em meio às baixas temperaturas deste início de semana, a procura em abrigos da prefeitura aumentou.
Onda de frio deixa oito mortos na Argentina
A onda de frio que atinge a América do Sul deixou mortos também na Argentina. Segundo o jornal El Clarín, oito pessoas morreram em oito dias pela passagem da onda polar.
Apenas nessa terça-feira (18) foram três mortos, ainda de acordo com o jornal. Uma das vítimas foi uma mulher de 86 anos.