Professor de Educação Física do Sesi de Cariacica, no bairro Porto de Santana, o assistente de arbitragem Fábio Faustino é formado no curso do apito desde 2009. Incentivado pelo ex-árbitro Antônio Buaiz Filho, o pai da pequena Clarice, de 3 anos, é destaque no quadro da CBF em suas atuações nas principais competições do futebol brasileiro.

Fábio Faustino dá aula para 15 turmas ao todo, cerca de 500 alunos. Mesmo assim, dá conta do recado. E se der mole, leva bronca em casa: “Ela (a filha Clarice) me cobra para treinar, para passar nos testes físicos. Ela fala mesmo (risos)”, revelou.
No dia 15 de julho, Fábio Faustino foi assistente na vitória do Luverdense/MT sobre o ABC/RN pela Segundona do Brasileiro. Em março, trabalhou no empate em 1 a 1 entre Ponte Preta e Cuiabá, pela Copa do Brasil. Além disso, está presente nos principais jogos do Estado.
“Sou professor da educação infantil ao ensino médio. Conto com o apoio dos colegas de trabalho. Quando preciso viajar, um colega ou outro pega minha aula. Depois reponho essa aula para os meninos e fico tranquilo. A diretoria da escola me ajuda bastante”, explicou Faustino.
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A história de Fábio Faustino sempre esteve ligada ao esporte. Para chegar ao patamar atual, lá se vão oito anos de muito trabalho.
“A maioria dos árbitros, na realidade, é alguém que queria ser jogador. Atuei na base do Caxias, em Vitória. Só que não tinha futuro, não era bom mesmo. Comecei a trabalhar na Secretaria Municipal de Esportes e conheci o (Antônio) Buaiz, comecei a apitar no futebol de areia. Fiz curso de árbitro de futebol de campo em 2009, pela Federação. De lá para cá, só atuei no gramado. Tinha vontade de jogar bola, sabia que não ia ser jogador”, lembra o assistente.
Fábio Faustino não entrou no curso de arbitragem com o intuito de ser o homem que comandaria o jogo. Na visão do capixaba, a bandeira já estava em suas mãos quando fez a inscrição.
“O Buaiz me ajudou muito. Ele sempre me cobrou muito, exigia bastante, elogiava na hora de elogiar e teve uma influência muito grande na minha carreira. Dei meus primeiros passos com ele. Me indicou para fazer cursos e pediu para fazer como assistente. Já fiz sabendo o que queria. Tem gente que entra no curso sem saber se será árbitro ou assistente”, afirmou.
E para ficar confortável na função, Fábio Faustino garante: “Quem não aguenta pressão, nem pode ir para a beira do campo”, cravou o assistente.
Reportagem de Acácio Rodrigues