- Vitória, ES 26°C

Vitória 26°C

Anúncio
Notícias

Alta do combustível vai deixar comida mais cara

Hortaliças devem sofrer reajuste imediato por causa da alta na gasolina. Foto: Reprodução Em um efeito cascata, o aumento no combustível vai refletir ...

Última atualização

Hortaliças devem sofrer reajuste imediato por causa da alta na gasolina. Foto: Reprodução

Em um efeito cascata, o aumento no combustível vai refletir na mesa do consumidor, com alimentos mais caros. O repasse nos preços deve ser em toda a cadeia de abastecimento.

A diferença no bolso já pode começar a ser sentida, principamente nos perecíveis, mas a alta dos preços deve ser percebida em sua totalidade em até 15 dias, depois que for possível medir o real efeito do aumento dos impostos nas bombas de combustível.

Isso porque o aumento da alíquota de PIS/Cofins sobre o diesel deve impactar os custos do frete rodoviário na faixa de 2,5% a 4%, em média, estimam entidades que representam as empresas de transporte de cargas.

A previsão de 2,5% foi calculada pela Confederação Nacional do Transporte (CNT), e a mais alta pela Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC & Logística).

O aumento dos custos com frete deve pesar principalmente sobre os itens de menor valor agregado (que têm pouca margem para absorver o impacto) e que são transportados por longas distâncias, afirma a NTC & Logística.

“Para o caminhão, o que interessa na hora de cobrar pelo transporte é o peso. Um quilo de feijão é igual a um quilo de ouro, mas como o feijão custa muito mais barato, o preço do frete pesa mais sobre ele que sobre o ouro”, declarou o assessor técnico da associação, Lauro Valdivia.

O superintendente da Associação Capixaba de Supermercados (Acaps), Hélio Hoffmann Schneider, destacou que ainda não é possível estimar em quanto os produtos serão reajustados, já que isso vai depender da origem dos produtos. Mas a lógica é: quanto mais distante, mais caro fica o frete.

“O Espírito Santo, de um modo geral, vai ter um impacto maior porque somos um estado muito importador. Assim, o aumento no valor de alguns produtos será maior, como o arroz, o feijão, a batata, considerando a logística, uma vez que esses produtos, em sua maioria, vêm do Sul do País.”

No caso dos perecíveis, como os hortifrutigranjeiros, entre os quais as hortaliças, poderão ter aumento de imediato se o produtor tiver de abastecer em posto que já reajustou a tabela de preços.

Em nota, a Associação Brasileira de Supermercados (Abras) confirmou que “esse acréscimo no valor dos combustíveis terá reflexo em toda a cadeia de abastecimento e irá penalizar todos os setores da sociedade”.

Reportagem de Caio Miranda, Eliane Proscholdt e Francine Spinassé para o jornal A Tribuna deste sábado (22)

Mais Lidas

Ver tudo ›

    Bem-vindo(a) ao
    Tribuna Online!

    Seu bloqueador de anúncios está ativo.

    A publicidade ajuda a manter nosso jornalismo. Libere os anúncios para apoiar o Tribuna Online.

    Obrigado por apoiar o jornalismo local.