- Vitória, ES 24°C

Vitória 24°C

Anúncio
Esportes

Sara, uma capixaba craque de bola faz sucesso na Europa

A atacante Sara Borges, que curte férias no Espírito Santo, exibe a camisa do Inter de Milão, clube que a capixaba defende no futebol italiano. Foto: ...

Última atualização

A atacante Sara Borges, que curte férias no Espírito Santo, exibe a camisa do Inter de Milão, clube que a capixaba defende no futebol italiano. Foto: Fábio Vicentini/AT

Capixaba Sara Borges, de 18 anos, já começa a mostrar seu faro de artilheira no Inter de Milão, na Itália, onde o craque fez história

O atacante Ronaldo fez história com a camisa do Inter de Milão no final da década de 1990 e início dos anos 2000. Foi lá, por exemplo, que ganhou o apelido de Fenômeno. Uma passagem que serve de inspiração para a capixaba Sara Borges, de 18 anos, escrever a sua história na equipe “nerazzuri”.

Em sua primeira temporada pelo time italiano, a atacante chegou apresentando suas credenciais. Foi integrada à “prima squadra”, o time principal do Inter de Milão, sendo reserva na campanha da Série B italiana. Pelo time sub-19, foi artilheira no torneio que reuniu campeões nacionais, marcando cinco gols em seis partidas.

Sara não foge às associações ao Fenômeno, que marcou 59 gols em 99 partidas pelo time. E às cobranças por ser brasileira.

“Todo mundo me associa ao Ronaldo, fala para ‘pedalar’… Adriano jogou lá, Júlio Cesar também. Ainda não sou chamada pelos nomes dos jogadores, sou ‘a brasileira’. No meu antigo time, eu era ‘a brasileirinha’. Aqui me chamam pelo nome, mas sempre fazem essas comparações”, conta Sara.

Nascida na Serra, ela foi para a Itália em 2009, acompanhando a mãe que morava no país europeu. Passou por alguns clubes de menor expressão e chegou ao Inter no início da última temporada.

Apesar da juventude, não se intimidou e buscou seu espaço entre as jogadoras mais experientes no time principal. Sara saiu do banco em 11 ocasiões, marcou três gols no Campeonato Italiano e ajudou a equipe a ser vice-campeã da Série B (dois pontos atrás do campeão Valpolicella).

“Sabia que seria difícil chegar e ser titular, comecei a trabalhar para mostrar o meu futebol. Ainda não sou titular, tem jogadoras mais experientes. Mas meu objetivo para a próxima temporada é me tornar titular do time”, projeta a promessa capixaba.

.

Entrevista – Sara Borges jogadora do Inter de Milão

Escolha pela camisa amarelinha

São oito anos desde que Sara se mudou para a Itália, indo morar com a mãe, Maria Eurides Borges. Os traços de italiano estão na voz da jovem, que já se enrola com algumas palavras do português.

Até mesmo a camisa da “Azurra” já foi vestida pela atacante, convocada para um período de treinamentos com a seleção italiana sub-17, há dois anos.

Mas o sonho da camisa 20 é usar a amarelinha da seleção brasileira. Ainda que ainda não tenha sido procurada por alguém do departamento de futebol feminino da CBF. Enquanto curte férias no Espírito Santo, Sara falou da experiência que teve com a Itália, mas da vontade de seguir os passos de Marta, sua referência no futebol.

A Tribuna – Em 2015, você foi convocada para a seleção sub-17 da Itália. O que isso representou para você?

Sara Borges – Fiquei uma semana, foi uma experiência muito… Depois de todo o sacrifício que a gente faz na carreira, chegar à seleção italiana é uma grande conquista. Fiquei muito feliz e honrada. Não joguei porque não tenho a cidadania italiana. Poderia até pedir (cidadania), mas meu sonho é jogar na seleção brasileira.

Já foi procurada por alguém ligada à CBF?

Ainda não, até porque o Inter de Milão joga na Série B. Acredito que quando subir para a primeira divisão, vai aumentar a visibilidade e a chance de ser vista e chegar ao Brasil.

Quais são suas grandes referências no futebol?

A Marta. Toda jogadora de futebol sempre pensa em ser como a Marta, em jogar como ela. Também admiro a Alex Morgan e a Carli Lloyd, da seleção americana. O futebol lá é muito diferente do brasileiro, é visto até mais que o masculino. E eu quero ser uma referência, como elas são.

O que espera do futuro?

Quero viver do futebol. Mas não sei se na Itália, não sei se me daria um futuro estável. Nesse momento não tem como viver do futebol lá. Gostaria de ir para grandes clubes, onde possa crescer como pessoa e jogadora de futebol.

Como é a sua rotina de treinos e no dia a dia em Milão?

É muito puxada. Estudo pela manhã, até umas 14 horas. Chego em casa, almoço e sigo estudando em casa. Os treinos são à noite, tem dia que volto para casa e continuo estudando. Fico muito entre escola e futebol, não saio muito com minhas amigas. Mas fiz uma escolha. A vida é assim, são as minhas prioridades.

.

Foto: Lucas Figueiredo/CBF

Gabriela Zanotti: a atacante capixaba fez parte da Seleção Brasileira que conquistou a medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos de Toronto/2015. Atualmente, disputa o Campeonato Chinês pelo Jiangsu Suning

.

.

.

Fotos: Staff Images / Flamengo

Nathane Fabem: depois de brilhar no Iranduba (AM), a atacante natural de São Mateus foi contratada pelo Flamengo, no início deste ano. Também foi convocada para período de testes com a Seleção, em fevereiro.

.

.

.

Foto: Antonio Cosme

Gabriela Pereira: com 16 anos, a capixaba foi contratada no ano passado pela equipe feminina do Santos para integrar o elenco sub-17. Antes de virar uma Sereia da Vila, ela treinava na Desportiva, até entre os garotos

.

.

.

Reportagem de Felipe Pacheco para o jornal A Tribuna do dia 21/07/2017

Mais Lidas

Ver tudo ›

    Bem-vindo(a) ao
    Tribuna Online!

    Seu bloqueador de anúncios está ativo.

    A publicidade ajuda a manter nosso jornalismo. Libere os anúncios para apoiar o Tribuna Online.

    Obrigado por apoiar o jornalismo local.