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Política

Bloco separatista obtém maioria absoluta em eleições na Catalunha

O bloco separatista conseguiu chegar à maioria absoluta nas eleições catalãs de quinta-feira (21), e o ex-presidente, Carles Puigdemont, pode se ...

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O bloco separatista conseguiu chegar à maioria absoluta nas eleições catalãs de quinta-feira (21), e o ex-presidente, Carles Puigdemont, pode se reeleger em uma situação insólita – acusado por Madri de rebelião e sublevação, entre outros crimes, por ter declarado a independência, ele está foragido em Bruxelas.

O resultado renova a incerteza quanto ao futuro dessa região espanhola após meses de crise e frustra a aposta feita pelo governo central, que dissolveu em outubro a administração catalã e convocou eleições antecipadas certo da derrota independentista.

Com 95% dos votos apurados até as 21h dessa quinta, o Juntos pela Catalunha, de Puigdemont, emplacara 34 deputados. A Esquerda Republicana, cujo líder Oriol Junqueras está detido, conquistou 32 assentos, e a Candidatura de Unidade Popular (CUP), extrema esquerda, 4.

O trio separatista somará 70 cadeiras, em um Parlamento com um total de 135.

A maior sigla, no entanto, será a Cidadãos (centro-direita), com 36 assentos. O Partido Socialista da Catalunha conquistou 17, e o conservador Partido Popular – que governa o país –, 4. Os Comuns (esquerda) terão 8 deputados.

O Parlamento deve ser formalmente constituído até 23 de janeiro. A partir dessa data, há uma série de prazos para que legisladores elejam o presidente catalão. Se nenhum candidato for aprovado até 7 de abril, novas eleições devem ser realizadas.

Apesar da vitória do bloco separatista, o governo em si dependerá de alianças, e ainda não se sabe como deputados vão lidar com as reivindicações de independência – que levaram à dissolução do governo anterior e à saída de mais de 3.000 empresas da Catalunha em três meses.

Agravando a incerteza, o próximo Parlamento catalão provavelmente contará com cinco deputados hoje fora do país, incluindo o ex-presidente Puigdemont, e três detidos. Não está claro como eles assumirão seus mandatos ou se poderão de fato legislar.

O próprio Puigdemont poderia ser detido caso decidisse retornar a Barcelona.

Dos 5,5 milhões de eleitores catalães, 82% participaram do pleito de quinta, segundo as primeiras projeções. A taxa é recorde. Em 2015, data da última eleição catalã, foram 74,9%.

Reportagem: Diogo Bercito (Folhapress)

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