Sabe aquelas datas da vida em que ficamos mais sensíveis e emotivos? Para uns é o aniversário, para outros o Natal ou a virada do ano. Eu fico em todas estas citadas, mas nada me deixa mais reflexiva e chorona ao extremo do que comemorar o dia do nascimento dos meus filhos. Há sete anos me tornei mãe, no dia seis de dezembro de 2010, e, desde então, quando esse dia vai se aproximando começa a passar um filme na minha cabeça. Uma nostalgia gostosa e emocionante em reviver a descoberta da gravidez, passar pela gestação até o nascimento e de lá para frente, para sempre!

Pois bem, meu primogênito acaba de completar mais um ano e eu estou aqui, relembrando tudo, refletindo sobre a vida e sentindo dor. Será que estou conseguindo fazer o melhor para ele? Será que ele consegue sentir o quanto é importante para mim? Será que meu amor e gratidão por sua vida são o bastante? Dúvidas, incertezas, ansiedades, angústias. Sentimentos tão presentes na maternidade e difíceis de explicar para quem não é mãe, mesmo se essa pessoa for pai. A nossa cobrança emocional é e será sempre maior. As outras podem e devem ser divididas, mas esta não acho possível, sinceramente.

E depois que ele dormiu, eu continuei a pensar sobre tudo o que já passamos, dificuldades e alegrias. E sabe o melhor? Entendi que o amor sempre vence e que estamos no caminho certo. E é exatamente por isso que os aniversários dos meus filhos são tão importantes para mim, pois a partir deles eu renasci como indivíduo e como mulher. A chegada de cada um foi um marco definitivo na minha vida, uma grande mudança e transformação, seguidas de uma vontade enorme de ser uma pessoa melhor e fazer o bem. Claro que não consigo sempre, mas sigo tentando, por eles e por mim. E vida que segue! Até a próxima!

