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Capixaba supera doença e dá show no jiu-jitsu

Ewelin Braga, de 22 anos, apontada como uma revelação do jiu-jitsu capixaba, segue mostrando que é uma aposta certeira do esporte. A jovem que ...

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Ewelin Braga, de 22 anos, apontada como uma revelação do jiu-jitsu capixaba, segue mostrando que é uma aposta certeira do esporte. A jovem que superou uma grave doença na adolescência, venceu no fim do ano passado o Open Internacional de Brasília e quer muito mais.

Ewelin tinha 13 quando os médicos a diagnosticaram com epifisiólise, uma doença que provoca o escorregamento da cabeça do fêmur na bacia, e precisou usar cadeira de rodas. Com muita perseverança, venceu o problema e conheceu o jiu-jitsu aos 18 anos.

De lá para cá, vem se destacando na luta e conquistando resultados expressivos. No Pan-Americano da modalidade, em 2017, ela, que é faixa azul, bateu na final do Absoluto livre uma adversária faixa roxa, uma graduação acima da sua.

Atualmente é a primeira colocada no ranking da Confederação Brasileira de Lutas Profissionais (CBLP) no Absoluto livre, quando luta com atletas de categorias diferentes da sua.

Em dezembro, Ewelin conquistou quatro medalhas de ouro no Open de Brasília, torneio da Confederação Brasileira de Jiu-Jitsu (CBJJ) e da Federação Internacional Brasileira de Jiu-Jitsu (IBJJF). Entre cerca de 1.350 lutadoras, ela está em 100º no ranking.

Nessa competição, foram dez lutas, com dez vitórias – nove por finalização e uma por pontos. Foram duas na categoria por peso (acima dos 86kg) na faixa azul, quatro no absoluto (faixa azul de todas as categorias de peso), duas na categoria por peso sem quimono e duas no absoluto sem quimono.

“Foi o primeiro torneio internacional que venci. Uma semana antes eu disputei o Sul-Americano, em São Paulo, mas acabei me desidratando, o que afetou meu desenvolvimento. O mais importante foi poder disputar uma competição da maior entidade do jiu-jitsu no País e aparecer no cenário nacional”, destacou Ewelin.

A capixaba agora terá dois meses para se preparar para Copa Kyra Gracie de Jiu-Jitsu, que acontece em 24 de março, no Rio de Janeiro. A competição é exclusiva para mulheres e Ewelin quer mostrar seu talento em um campeonato criado por um dos grandes nomes da modalidade.

“É uma grande janela para as mulheres e uma boa possibilidade de aparecer e conseguir patrocínios”, comentou a lutadora.

Novo desafio no judô

O jiu-jitsu não é uma modalidade olímpica, diferente do judô. Pensando nisso e na visibilidade, Ewelin Braga passou a treinar judô há três meses e quer encarar o novo desafio, pensando até em um dia chegar à seleção brasileira.

“Estou me dedicando muito ao judô que vem me ajudando bastante. Além de treinar com atletas que disputam vaga na seleção brasileira, o judô me dá uma base muito boa para o jiu-jitsu”, destacou.

Neste ano, a capixaba quer disputar ao menos uma competição da modalidade, onde o Brasil tem tradição em jogos olímpicos.

“Eu conheci o judô pelo meu irmão (Daniel Braga) quando comecei nas lutas. É um esporte que tem mais visibilidade que o jiu-jitsu, pois é uma modalidade olímpica, e penso em competir para, quem sabe um dia, disputar uma vaga na seleção brasileira”, explicou.

Ewelin treina cinco horas por dia na academia do seu técnico, Fred Zaganelli. Porém, como mora em Serra-Sede, precisa se deslocar até Vitória, mas está desempregada e sem patrocínios, o que a faz correr atrás para conseguir dinheiro e manter treinando.

“Eu vendo canetas para conseguir dinheiro, além da ajuda do meu noivo e dos meus pais, quando podem. O judô tem mais visibilidade. Talvez seja melhor para conseguir um patrocinador para que eu possa pagar as viagens e continuar disputando os principais campeonatos”, declarou.

Entre as competições que Ewelin pretende disputar este ano estão o Vitória Open, o Brasileiro, em São Paulo, e o Open Internacional do México.

Perfil

Ewelin Braga

Idade: 22 anos

Altura: 1,70m

Faixa: Azul

Categoria: Pesadíssimo (acima dos 86kg)

Títulos: Pan-Americano (2017), estadual (2017), Open Internacional de Brasília (2017) e Copa Metropolitana (2018)

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