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Polícia Federal investiga plágio em prova do Enem

A Polícia Federal (PF) cumpriu mandado de busca e apreensão na casa de um estudante, de 27 anos, suspeito de fraudar o Exame Nacional do Ensino Médio ...

Polícia Federal investiga plágio em prova do Enem
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Prova do Enem que está sob suspeita. Foto: Divulgação/Polícia FederalA Polícia Federal (PF) cumpriu mandado de busca e apreensão na casa de um estudante, de 27 anos, suspeito de fraudar o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em Salvador, na Bahia.

O suspeito é estudante de Engenharia Civil de uma faculdade particular de Salvador.

O rapaz, que não teve seu nome divulgado, teria copiado trechos da sinopse do livro “Redação de Surdos: Uma Jornada em Busca da Avaliação Escrita”, da autora Maria do Carmo Ribeiro, disponível na internet, segundo informações da Polícia Federal.

A Redação do Enem 2017 teve como tema “Desafios para a Formação Educacional dos Surdos” e o plágio foi identificado pela banca examinadora.

Em depoimento à Polícia Federal, o estudante confessou que copiou na própria prova um texto que achou na internet através do celular e apenas a última frase da Redação foi criada com suas próprias palavras.

Ele informou à polícia que, ao ver o tema da Redação, resolveu fazer a pesquisa do tema pela internet e apareceu um trecho do livro que ele copiou.

De acordo com o Inep, a banca responsável pela correção das provas identificou o plágio. A publicação é da autora Maria do Carmo Ribeiro e a sinopse está disponível em sites da internet.

Na casa do suspeito, localizada no bairro Macaúbas, na capital baiana, além do celular, a polícia encontrou o rascunho da prova de Redação, onde também constava o trecho copiado do livro.

“A falha (entrar na sala com celular) foi pontual. Nós não identificamos a participação de organização criminosa”, disse a delegada da Polícia Federal Suzana Jacobina.

Segundo a Polícia Federal, após a conclusão do inquérito, se for comprovado que o investigado é culpado, ele deverá ser indiciado pelo crime de fraude em certame de interesse público, previsto no artigo 311-A do Código Penal, cuja pena é de 1 a 4 anos de reclusão e multa.

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