Campeã sul-americana nas provas de 200m livre, 400m livre e 800m livre em 2013, além da maratona aquática na mesma competição, e vencedora da disputa do título brasileiro na prova dos 400m livre em 2013, a nadadora capixaba Carolina Bilich tomou uma decisão importante para entrar de vez na briga por vaga na Olimpíada de Toquio/2020.
A fera, que veste a touca da Unisanta/SP, está de volta ao Estado.
“Estou aqui para somar, montei uma equipe multidisciplinar porque agora o foco é em Tóquio/2020”, disse a nadadora.
Revelada pelo Álvares Cabral, Carol Bilich também já defendeu o Minas Tênis Clube/MG.
Em casa novamente, mesmo representando um clube de outro estado, ela mostra confiança para o ciclo olímpico. Com as marcas de 4min13 nos 400m livre e 8min40 nos 800m livre, suas principais provas, Carol é uma das principais atletas do País nas distâncias.
A TRIBUNA — O que pesou na escolha de voltar para casa, mesmo representando um clube de outro estado?
Carolina Bilich — Saí (de casa) com 14 anos, hoje estou com 22 e me sinto mais experiente. Agora, acho que estou mais madura para as coisas. Vindo para cá, lógico que pesou voltar aqui para o Álvares, meu clube de coração, e ficar perto da família. Com a experiência que eu tenho, quero passar isso para a criançada. Esses meninos também se inspiram na gente.
Qual é a programação do restante do seu ciclo olímpico para os Jogos de Tóquio/2020?
Nos próximos dois anos tenho que treinar, não tem jeito. De segunda a sábado, às vezes 11 treinos, às vezes 10 treinos na água e mais a parte física. Tenho um fisiologista, que é o Helvio Affonso, o mesmo do Bruno e Alison (dupla que é a atual campeã olímpica de vôlei de praia). Lá de Santos, me mandam os treinos e vão aplicar para mim aqui.
Como é a troca de informações da sua equipe, com pessoas de lugares diferentes?
Se não estiver todo mundo junto, todo mundo querendo a mesma coisa, não tem jeito. Então, essa equipe eu tenho certeza de que vai estar junta e não adianta um querer competir com o outro. Todo mundo tem que competir junto.
Você sonha em disputar uma Olimpíada e não esconde isso. O que faltou para estar nos Jogos do Rio/2016?
Queria tanto, que, assim… Ah, é muita coisa, não é uma coisa só. Não é em um ano que você trabalha, você treina durante quatro anos, desde quando acaba uma Olimpíada. São erros que a gente comete, mas é até bom que eu errei para aprender e chegar forte.
