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Polícia

“PCC está forte na Grande Vitória”, afirma ex-líder da facção

Ele liderou, no Espírito Santo, a maior facção criminosa do País. No período em que ficou preso, dava as ordens da cadeia, muitas delas vindas de São ...

Esconderijo em Marcílio de Noronha, Viana, estourado pela polícia em 2006, quando o PCC dominava os presídios.

Última atualização

Ele liderou, no Espírito Santo, a maior facção criminosa do País. No período em que ficou preso, dava as ordens da cadeia, muitas delas vindas de São Paulo, em nome do temido Primeiro Comando da Capital (PCC), que vem aterrorizando as autoridades de segurança pública do Brasil.

Nesta entrevista, concedida na condição de não ser identificado, o ex-líder do PCC detalha como age a facção criminosa na Grande Vitória, onde, segundo ele, a organização está forte e com planos de ampliar o seu poder.

“Muitos membros do PCC são pessoas que estão na rua, comandando favelas e morros. Já saíram de dentro da cadeia com a missão de expandir a facção na rua”.

E elogia a segurança nos presídios do Espírito Santo: “O sistema prisional do Estado é o mais eficaz do Brasil”.

A Tribuna – Você foi um líder do PCC aqui no Estado?

Ex-líder do PCC – Fui sim senhor. A torre principal do PCC aqui no Estado era eu.

Como você entrou para o PCC?

Eu entrei em 2006 na Casa de Passagem. Fui convidado. Na época teve uma rebelião e tinha vários membros do PCC ali.

Foi feito um convite, inclusive de um cara que estava preso em São Paulo. E acabei aceitando a proposta para entrar.

Qual era a proposta?

Era me enviar tudo que fosse necessário que a gente precisasse, no caso de drogas e armas, até mesmo a vinda de pessoas de São Paulo para ajudar o PCC a ser implantado no Estado. Já tinham membros da facção aqui no Estado, mas não estava implantado ainda.

Como funciona o PCC hoje, no Estado?

O PCC hoje, aqui no Estado, funciona em várias favelas e morros. Ele está forte na Grande Vitória.

Está se achegando e vai ter uma hora que vai acontecer aqui igual a Paraná, Alagoas, São Paulo, onde tudo é dominado pelo PCC. Inclusive, é a intenção do PCC mais para frente, dominar as outras facções como o PCV (Primeiro Comando de Vitória).

Quantas pessoas presas fazem parte, hoje, do PCC?

Não tenho um número exato. Mas são muitas pessoas. O sistema prisional do Estado foi mudado. Até o ano de 2007 era um sistema tipo um hotel, tudo aberto, tudo monitorado pelos presos. Creio eu, se tivesse aquele sistema ainda hoje no Estado, o PCC abrangeria 100% dos presídios e dos presos. Mas entrou este outro regime diferenciado de segurança máxima.

Até mesmo para acontecer matança, como em outros estados, hoje, é mais difícil. Porque os agentes, os órgãos que comandam têm acesso para dominar rápido qualquer rebelião. Com isso, não teve como o PCC se abranger. Creio que está chegando a 40%. E a intenção é crescer.

A entrevista completa você lê na edição desta sexta-feira (16) do jornal A Tribuna.

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