
A sensação do torcedor rubro-negro em geral é que tudo vai dar errado agora. Antes da Copa, era de que o time ganharia tudo. É o Flamengo bipolar.
É o clube que acumula fortunas – entre direitos de televisão, acordos comerciais e venda de jogadores –, mas que não traduz isso em títulos. É o clube que contrata o artilheiro do último Brasileirão e, no jogo mais importante até aqui no ano, não o deixa nem no banco! Guerrero chegou para ser ídolo, e foi embora ouvindo “Já vai tarde!”. Vitinho virou a contratação mais cara da história do clube (e a segunda mais cara do futebol brasileiro!), mas já é questionado após três jogos…
O Flamengo é capaz de encantar como no segundo tempo do empate com o Grêmio pela Libertadores. E também de irritar como no jogo seguinte contra os reservas do Grêmio pelo Brasileirão! E num intervalo de três dias!
É o Flamengo da estrutura elogiada, do pagamento em dia… e do jogador conformado e que acha natural a derrota sem cobrança.
Ainda dá para o Fla na Libertadores? Depende. Do quê? De qual é o Flamengo que vai ao Mineirão no dia 29.
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E aí?
O Flamengo teve até pouco tempo Guerrero, Leandro Damião e Felipe Vizeu como centroavantes. Agora não tem nenhum deles. Contratou Henrique Dourado, que nem no banco ficou contra o Cruzeiro, Uribe e promoveu o garoto Lincoln.
E aí, fez um bom negócio?
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Questão de exigência

Acho que tem condições para isso. Tem Fábio, Dedé, Henrique, Thiago Neves, Arrascaeta, todos eles jogadores acima da média. Contra o Flamengo, por exemplo, foi perfeito taticamente. Deu a bola para o adversário e soube o que fazer quando o Fla a desperdiçava. Ótimo! Mas eu gostaria de ver o Cruzeiro comandando as ações também.
Na maratona do segundo semestre, a Raposa vai abrir mão do Brasileirão. Mas é fortíssima candidata na Libertadores e na Copa do Brasil!