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Internacional

Cenário de guerra em massacre em escola nos Estados Unidos

Um cenário de guerra com mais de 100 carros de polícia e helicópteros cercando a área de uma escola alvo de um atirador. O autor do ataque que deixou ...

Última atualização

Um cenário de guerra com mais de 100 carros de polícia e helicópteros cercando a área de uma escola alvo de um atirador. O autor do ataque que deixou inúmeros feridos e pelo menos 17 mortos foi um ex-aluno, Nikolas de Jesus Cruz, de 19 anos.

Essa é a descrição do empresário capixaba Luiz Flávio Carvalho, de 42 anos, que mora na cidade de Parkland, na Flórida (EUA) e teve de esperar três horas para que o filho, Lucas Carvalho, 14, que também é capixaba, fosse liberado da instituição, após o atentado.

O incidente aconteceu pouco antes das 15h no horário local (18h de Brasília), perto do horário de saída da escola Marjory Stoneman Douglas, onde as aulas terminam às 14h40. Cerca de 3 mil alunos frequentam o estabelecimento. “Cenário de guerra, muita gente apreensiva. É complicado. Não tem o que descrever. Só polícia, armamento. É mais do que um filme de guerra: é grandioso. Você conseguia contar mais de 100 policiais. A polícia atuou muito rápido. Foi um serviço espetacular”.

Carvalho contou que mora há três anos com a família na pacata cidade de pouco mais de 30 mil habitantes da Flórida e a justificativa para sair do Brasil foi a insegurança. Ele relatou que jamais esperava passar por algo assim no exterior. “Isso foi coisa de um ex-aluno que atirou para se vingar”.

O pai do garoto Lucas, que está na oitava série do Middle School (fase no Brasil que equivale ao final do

ensino fundamental), contou que ficou sabendo do ataque logo depois das 15h no horário local (18h de Brasília), a partir das redes sociais. Logo depois, foi em direção ao complexo da escola em um patinete. “Meu filho estava em um outro prédio (o ataque foi na high school, equivalente ao ensino médio no Brasil). Quando ouviram os tiros,

já começaram a seguir o processo determinado em simulação de atentado. E nesse treinamento já são mais do que testados. E ficaram três horas lá dentro, seguindo as ordens da polícia”.

A escola Marjory Stoneman Douglas realiza treinamentos para tiroteios e situações de emergência. Carvalho destacou que as salas são todas protegidas contra ataques a tiros.

Pai e filho já estavam em casa por volta das 18h no horário local (21h no Brasil), e o garoto capixaba estava bem. “O FBI foi muito eficiente. É preciso que isso seja ressaltado”, avisou o empresário.

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