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Ator Luis Melo defende fantasias para salvar relação

A Mulher-Maravilha vem ao resgate. Se depender dela, essa relação não cairá na rotina. Jamais! Para apimentar o que acontece entre quatro paredes, ...

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Foto/ A TribunaA Mulher-Maravilha vem ao resgate. Se depender dela, essa relação não cairá na rotina. Jamais! Para apimentar o que acontece entre quatro paredes, também vale investir na linha odalisca ou policial ou até dar uma de Marylin Monroe. E o que dizer de tomar uma injeção, de mentirinha, dada por uma enfermeira linha-dura?

“Por que não resgatar as relações desgastadas por meio da brincadeira, da fantasia sexual?”, propõe Luis Melo, aprovando o comportamento do juiz Gustavo e sua mulher Nádia, em “O Outro Lado do Paraíso”.

Na trama das nove, o casal mantém o casamento interessante entre quatro paredes, abusando das fantasias. E, nelas, quem manda é Nádia, a rainha do sexo. “Esse juiz, esse homem poderoso, que manda no tribunal, gosta mesmo é de ser mandado dentro de casa”, ri ele, em coletiva sobre a novela.

Para o ator, de 70 anos, a química com a colega Eliane Giardini tem sido fundamental nas cenas mais “calientes”. “Existe uma relação, e a gente não precisa combinar muito. A coisa se dá através do olhar. Improvisamos muito”, diz ele.

“A gente tem uma química maravilhosa. Brinca muito”, diz ator

O que escuta nas ruas sobre o juiz Gustavo?

Luis melo  É sempre uma surpresa. É um personagem extremamente complexo. É um espelho de tudo do que a gente tem vivido por aí, neste momento do Brasil. Tem uma série de coisas dentro desse núcleo que são assuntos extremamente sérios que precisam ser tratados: corrupção, roubo, racismo. Mas também existe uma coisa ali que é o humor. Isso está nos dando um estímulo muito grande, a gente está recebendo muito carinho.

>E como está sendo essa parceria com a Eliane Giardini?

A gente tem uma química maravilhosa. É sempre assim: existe uma situação e depois o Walcyr deixa que role um improviso. Então, a gente brinca muito, existe um humor gostoso de fazer esse juiz que manda dentro do tribunal, mas que em casa é extremamente obediente com a mulher.

>Quais serão as próximas brincadeiras que o seu personagem irá explorar?

Por mais que o público goste, a gente tem que ir dando uma dosada, porque a fórmula também desgasta. Já teve polícia, heroína, Mulher-Maravilha. Dependendo de como as coisas vão, a gente está pensando em outras coisas. (Risos)

>Você e a Eliane estão opinando nas fantasias sexuais?

Estamos propondo. Fizemos um treinamento. Então, a gente improvisou muito em várias situações, que agora estão sendo utilizadas. Por exemplo: brincamos em relação ao Samuel (Eriberto Leão), com ela de enfermeira chamando o marido de ‘tigrão’. Também teve uma cena em que ela falava: ‘Bate, Gael’. (Risos)

>O público está sugerindo fantasias?

Não! Tem umas coisas, mas as pessoas não revelam, porque são coisas muito íntimas. Teve uma senhora no aeroporto que falou assim: ‘Hum, preciso te ensinar umas que são maravilhosas’. (Risos) Mas está sempre muito ligado ao ‘sexshop’, aos brinquedinhos. A gente já pensou em abrir uma mala e sair uma série deles, mas seria uma coisa muito direta. A gente prefere brincar com essas coisas mais puras, lúdicas.

>E como fica a construção dessa família em que os pais são corruptos e preconceituosos e os filhos não se corromperam?
O atrito começa quando o filho percebe que o pai pode ser corrupto, mas não quer acreditar. Até o último momento, ele prefere achar que o pai é honesto e que a mãe é uma maluca. Vamos ver.

>Gustavo é mau caráter ou fraco?

Ambos. Ele vive uma relação de dependência com a mulher. Ele tem tanto prazer em ser mandado por ela! Até sexualmente. E, no trabalho, ele sempre diz que não passa de um determinado limite. Faz tudo dentro das possibilidades. Ele sabe até onde pode ir.

>Como você analisa a sua carreira no momento? Acha que poderia ter feito mais novelas na TV, ao longo desses anos?

Eu acho que cada um tem uma trajetória. Eu não tive pressa para sair da minha cidade, eu não tive pressa para entrar na televisão.
Não que a televisão não me chamasse. Eles já me acompanhavam há bastante tempo, mas eles não tinham nada para me dar que substituísse o trabalho que eu estava fazendo no teatro. Era algo como: “A gente tem algo melhor para oferecer do que o que ele está fazendo? Não? Então, deixa ele quieto lá”. (Risos)

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