
Segundo a agremiação, a Liga Independente das Escolas de Samba do Grupo Especial (Liesge) teria “coagido” o presidente Alex Santos a repassar à Liesge o valor de R$ 113 mil do montante de R$ 297,8 mil que a Prefeitura de Vitória repassa para cada uma das escolas de samba do grupo especial.
De acordo com a assessoria de imprensa da Pega no Samba, o valor de R$ 113 mil que cada uma das cinco escolas de Vitória teria de repassar à Liesge seria para “bancar a estrutura do Sambão do Povo, como segurança, estrutura metálica, ambulâncias, custos que deveriam ser cobertos com a venda de ingressos e camarotes, que são comercializados com a iniciativa privada.”
Alex Santos afirmou que foi difícil entrar na avenida com a redução no valor que a escola recebeu.
“Proporcionamos um carnaval grande, bonito, que gera renda, empregos, visibilidade e, quando é hora de repartir a verba, somos obrigados a repassar todo esse valor. Estou tendo de dar um jeito para conseguir entrar na avenida hoje (sábado, 3), pois não tenho mais verba para pagar costureiras – que não querem entregar as fantasias sem receber – e outros profissionais.”, disse divulgando um cheque.

O advogado da Pega no Samba, Guilherme Dall’ Orto, procurou a prefeitura na última sexta-feira para saber se há algum documento que haja um acordo de pagamento.
“O que existe na prefeitura é que a Liesge tem a obrigação de repassar o valor de R$ 297,8 mil para cada uma das escolas. A princípio, não há um acordo formal que obrigue as escolas a repassar os R$ 113 mil à Liesge. Caso não haja um diálogo, vamos entrar na Justiça.”
Valor de repasse teria sido combinado com escolas
Procurado para responder à denúncia da escola Pega no Samba – sobre as escolas de Vitória serem obrigadas a repassar cada uma R$ 113 mil para a Liga Independente das Escolas de Samba do Grupo Especial (Liesge), o presidente da liga Rogério Sarmento não foi encontrado e não retornou às ligações.
O presidente da Novo Império, Alessandro Souza, explicou que o valor de repasse de verba para a Liesge foi acordado em assembleia com as escolas do grupo especial.
“Trabalhamos no negativo. A prefeitura pagou na quinta-feira (1º) e a liga nos repassou na sexta-feira. A nossa escola recebeu R$ 188 mil, já retirando o valor repassado à Liesge para os custos do Sambão. Gastamos cerca de R$ 500 mil sem contar os destaques. A verba é ainda pequena para todos os gastos.”
O coordenador de Carnaval da Andaraí, Thiago Bandeira, e o presidente da Piedade, Edvaldo Teixeira, afirmaram que a informação da Pega no Samba não é verídica.
Os presidentes da Jucutuquara e da Boa Vista, Guilherme Monteiro e Emerson Xumbrega, respectivamente, disseram que desconhecem o assunto.
O diretor administrativo da Mocidade Unida da Glória (MUG), Patrick Rocha, afirmou que também não tem conhecimento da denúncia. “A Prefeitura de Vila Velha nos repassou R$ 150 mil e o nosso Carnaval este ano custou R$ 1 milhão. Os repasses públicos são pequenos e buscamos outros meios.”