
De acordo com o delegado, os corpos só podem ser liberados para velório e sepultamento após a identificação. “Não se tem dúvidas de que se tratam das crianças, mas o Estado tem o dever de identificar tecnicamente cada corpo. Nós fazemos primeiro a identificação através do exame necro papiloscópico, que é feito através das impressões digitais, mas não houve nenhuma condição em virtude de estarem muito queimados. Depois, nós temos a antropologia, que poderia ser feita através de arcada dentária, mas não foi possível porque faltam as radiografias. Então, o último recurso agora é o exame de DNA”, disse Bahiense.
Os pais de Joaquim Alves Salles e Kauan Salles Burkovsky estiveram no Departamento Médico Legal de Vitória no início da tarde desta segunda-feira (23), para fornecer material genético.
“Nós vamos ter que coletar material tanto do pai quanto da mãe porque uma criança é filha do casal e, a outra, é filha apenas da mãe. Num prazo de aproximadamente 15 dias nós já vamos ter este resultado em mãos para liberação dos corpos. É coletado algum tecido mole ou, se não houver condições, são coletados ossos, mas demora mais um pouco. Nesse caso, há condições de coleta desse material. Os laboratórios geralmente marcam 30 dias, mas a polícia tem agilizado até para minimizar o sofrimento da família”.