
A paralisação teve início por volta das 16h30. Os motoristas começaram a parar os ônibus no largo da Linha Vermelha, em frente à antiga estação ferroviária. Em pouco tempo o local ficou cheio e a fila se estendeu ao longo do bairro Guandu até a descida da Igreja Consolação.
De acordo com o presidente do Sindicato dos Motoristas de Cachoeiro, Elias Brito Spoladore, o sindicato não organizou a paralisação, mas vem acompanhando de perto a insatisfação dos funcionários em função dos salários atrasados.
Segundo o sindicato, os funcionários não receberam o pagamento de março, que deveria ter sido pago até o dia 5. Também afirmam estar com o tíquete-alimentação atrasado desde o dia 20 de março.
“Essa situação gerou uma insatisfação e os motoristas resolveram parar. O Sindimotoristas não participa desse movimento, mas estamos aqui prestando apoio moral. Se fôssemos organizar a paralisação, faríamos comunicação com 72 horas de antecedência para a população não ser surpreendida”, disse o diretor financeiro do sindicato, Sérgio Santos de Almeida.
O gerente de Tráfego do Consórcio Novo Trans, Renato Borges, informou que a empresa não foi comunicada da paralisação. “Prejudicou toda a cidade, pois ocorreu na hora em que os trabalhadores vão para suas casas”, destacou.
Segundo ele, a empresa vem negociando com a categoria “Nunca negamos o atraso no salário. A empresa passa por situação financeira difícil, assim como outras. Pedimos aos trabalhadores que levassem os passageiros às suas casas e depois retornassem para conversarmos”, ressaltou.
Em reunião à noite, finalizada às 21h30, entre sindicato, empresa e funcionários, os trabalhadores concordaram em voltar hoje a trabalhar.
De acordo com Spoladore, a proposta da empresa foi pagar integralmente os salários dos cobradores no decorrer da próxima semana e até quarta-feira definir o cronograma para quitar também os vencimentos dos motoristas.