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Vida a dois: número de casamentos no Estado é o menor em 6 anos

O ato de dizer “sim” durante um pedido de casamento está cada vez menor no Estado. É isso que aponta o levantamento feito pelo Sindicato dos Notários ...

Lucas Marques e Renata de Castro, ambos de 21 anos, afirmaram que a dificuldade financeira ainda dificulta muito um relacionamento

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Lucas Marques e Renata de Castro, ambos de 21 anos, afirmaram que a dificuldade financeira ainda dificulta muito um relacionamento. Foto: Leone Iglesias/AT

O ato de dizer “sim” durante um pedido de casamento está cada vez menor no Estado. É isso que aponta o levantamento feito pelo Sindicato dos Notários e Registradores do Estado do Espírito Santo (Sinoreg-ES).

Segundo os dados, os cartórios capixabas marcam uma queda significativa, com o menor registro de casamento dos últimos seis anos.

Em 2017, foram 24.041 uniões oficializadas, sendo que, em 2016, se casaram 26.021. Já em 2015, houve o maior número em relação aos últimos seis anos, com mais de 28 mil casamentos. Em 2012, no início do levantamento, foram 24.937.

Na avaliação do assessor jurídico do Sinoreg-ES, Caio Ivanov, a queda no número de uniões civis está relacionada a novos anseios e objetivos dos casais.

“O número passou a diminuir em razão das facilidades dos dias atuais. Hoje, as pessoas não estão prontas para iniciar uma família, se envolver em uma formalização, mesmo com menos burocracia. A convivência ou o morar junto, já é o suficiente para muitos casais”, opinou Caio.

E alguns fatores têm contribuído para essa realidade, conforme revelaram juristas ouvidos pela reportagem. Para o assessor jurídico do Sinoreg-ES, por exemplo, a expectativa é de que o número de casamentos diminua cada vez mais, apesar da média de idade ser entre 25 e 40 anos.

“Este ano já tivemos mais de 3 mil casamentos no Estado, entretanto, mesmo com casamentos gratuitos, para quem se declara de baixa renda pela lei, os casais estão passando por uma mudança cultural muito forte, com objetivos diferentes”, disse.

Já o advogado Raphael Coelho observou que os jovens, principalmente, têm evitado gastar dinheiro com casamento. “A maioria, hoje em dia, não se casa, já que o casamento tem custo elevado. Muitos estão preferindo morar juntos, dar entrada na casa própria e, principalmente, viajar”, comentou.

A advogada Marcela Nunes de Souza fez outra ressalva. “Com relação ao casamento, eu diria que muitas pessoas estão elegendo prioridades antes de constituir uma família, como a construção de uma carreira”.

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