
A auxiliar administrativo faz parte do grupo de 142 funcionários públicos que foram exonerados por comportamentos inadequados no primeiro trimestre deste ano no Brasil. O número é o maior já registrado desde que esses dados começaram a ser computados em 2013.
O principal motivo para a demissão dos servidores é a corrupção. O afastamento de 89 deles, ou seja 63%, está relacionado a esse tipo de prática. Outros 44 estão ligados ao abandono ou acúmulo de cargos e à falta de assiduidade. Os outros nove foram desligados por participação em diretorias ou gerências de empresas privadas e negligência.
O processo administrativo que levou à expulsão da servidora do Ifes, exonerada no dia 13 de março, é fundamentado em que a funcionária se valeu do cargo “para lograr proveito pessoal ou de outrem, em detrimento da dignidade da função pública”.
O Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes) informou, por nota, que a demissão aconteceu após a comprovação de infração disciplinar de natureza gravíssima. Durante o processo administrativo, a instituição afirma que foi assegurado o direito de defesa e que a funcionária recorreu em todas as instâncias.
A demissão foi mantida pelo Conselho Superior do Ifes, que é a maior instância recursal da instituição.
Desde 2003, quando o Ministério da Transparência e a Corregedoria Geral da União (CGU) passaram a contabilizar os casos de expulsão, já foram 5.715 demitidos, 568 aposentadorias cassadas e 574 comissionados afastados de função que, ao todo, somam 6.857 servidores.
O corregedor-geral da União Antônio Carlos Vasconcellos Nóbrega explicou que todo servidor que sofre uma denúncia passa por um processo administrativo para apurar as irregularidades. De acordo com o caso, o tempo costuma variar de 90 dias a dois anos e meio. “Os casos de corrupção são complexos e demoram mais.”
Para Nóbrega, o aumento nas demissões reflete o combate à corrupção feito dentro dos órgãos federais e uma atuação mais eficaz das corregedorias.
“Esse é um tema atual e é justamente isso que esperamos de um funcionário público, que ele seja mais íntegro e ético”, declarou