A rua que existia em frente ao prédio Sea Porte, na Praia do Riacho, em Guarapari, ficou no passado. Um poste, duas castanheiras e bancos caíram no final de semana com as fortes ondas.
A licitação para contratação de uma empresa que deve fazer o muro de contenção no local aconteceu nessa segunda-feira (2). Segundo a prefeitura, três empresas participaram do processo e a vencedora foi a JPR Construtora – EPP.
O valor do investimento é de R$ 320 mil. O resultado da licitação segue para homologação.
O município explicou que, se não houver impedimento legal, a parte contratual estará concluída em aproximadamente 10 dias. Após o prazo, a prefeitura poderá realizar a ordem de serviço para início das obras.
O muro de contenção terá 125 metros. Enquanto a obra não é autorizada, o local é monitorado 24 horas pela Defesa Civil, e a prefeitura continua depositando pedras para conter o avanço da maré.
O síndico do prédio, o empresário James Graupner, ressaltou que, apesar de a licitação já ter sido feita, a obra precisa começar logo.
“Hoje (segunda) a licitação aconteceu, mas sabemos que ela não é a obra. O começo da obra é outra fase, e se demorar 10 dias, desde que a erosão ficou mais acentuada, serão então 30 dias. É preocupante, o mar avançando cada vez mais. Este final de semana foi muito destruidor”, enfatizou o síndico.
Graupner continua morando no prédio, mesmo com o avanço da maré, mas a maioria já deixou o edifício.
O gerente da Defesa Civil, Romildo Scalzer, esclareceu que mais quatro caminhões de pedras com peso entre duas e seis toneladas foram colocados no local para conter o avanço do mar até que as obras comecem.
Apesar dos novos estragos causados pelo mar, Scalzer esclareceu que, no momento, o prédio não está em risco.
“A coluna do edifício está a uma distância de 7 metros e 70 centímetros para a erosão. Isso, dentro da Defesa Civil e da engenharia da Defesa Civil Estadual, que veio aqui semana passada, é considerado uma área confortável”, disse.
“Se estivesse a menos de dois metros da coluna, teríamos risco. Mas como está a quase oito metros, não temos este risco agora”, complementou.
A Defesa Civil ressaltou que o poste e as castanheiras que caíram serão retirados pelos órgãos responsáveis.
