
Segundo os familiares, o crime aconteceu por volta das 21 horas, nas intermediações do hospital Santa Casa de Misericórdia e do Instituto Médico Legal (IML) do município.
Rogério era dono de uma funerária, em Marilândia, município vizinho de Colatina, e recebeu uma ligação dias antes de uma pessoa que queria contratar os serviços da funerária, segundo uma familiar, de 51 anos, que preferiu não se identificar.
“A pessoa falou que tinha que um paciente em coma induzido e que precisava que o Rogério fizesse um serviço. Rogério falou os preços dos caixões, a pessoa optou pelo mais caro, mas ele falou que a pessoa precisava olhar os caixões antes de escolher, mas ela pediu o mais caro e disse que poderia trazer”, disse ela.
A mulher informou que o suposto cliente explicou que o paciente teria feito hemodiálise e entrou em coma induzido, após o procedimento. Disse ainda que, se o paciente não saísse do coma em dois dias, os aparelhos seriam desligados.
“A pessoa ia esperar os dois dias e Rogério guardou o telefone dela e ficou aguardando”, disse a familiar.
De acordo com ela, por volta das 20 horas de quinta-feira, Rogério recebeu a ligação dessa pessoa para buscar um corpo no IML. “Ontem (quinta-feira) à noite, essa pessoa ligou e disse que a paciente faleceu”, relatou a familiar.
Rogério colocou o caixão no carro da funerária e foi sozinho buscar o corpo no IML, porém ao chegar às imediações do local foi morto com sete tiros por dois criminosos.
Os tiros atingiram a cabeça, o peito e um dos braços da vítima.
“Não foi assalto, não. Foi uma emboscada mesmo. Ele já tinha falado com a gente sobre ameaças que vinha sofrendo. Não tinha nenhum morto, nem paciente com o nome informado para ele. Era uma forma de atrair ele até lá”, disse a familiar.
O carro da funerária foi deixado no local e dentro dele ficou o caixão onde Rogério colocaria o corpo que foi chamado para buscar.
O caso é investigado pela Polícia Civil de Colatina. Nenhum suspeito foi preso, após o assassinato.