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Papo do Dias

Guilhotina dos Estaduais

Até os anos 90, os Estaduais pelo Brasil afora tinham muito peso e conquistá-los era motivo para muita comemoração. A partir da primeira década de ...

Última atualização

Carpegiani é questionado no Fla. Foto:Gilvan de Souza/FlamengoAté os anos 90, os Estaduais pelo Brasil afora tinham muito peso e conquistá-los era motivo para muita comemoração. A partir da primeira década de 2000 essa relevância foi diminuindo e, na década atual, a defesa pelo fim dos Estaduais aumenta a cada temporada. Curioso é que, ao mesmo tempo em que a bandeira do “não vale nada” tremula, cabeças continuam na guilhotina por causa deles.

Vejamos. No Paulistão, Dorival Júnior caiu no São Paulo. Jair Ventura, que chegou este ano, já é contestado por parte da torcida e da diretoria do Santos. Uma possível eliminação na semifinal diante do favorito Palmeiras, dependendo da forma como for, pode custar caro. No Gaúcho, o Inter ficou fora das semifinais, o que não acontecia desde 1960. A convicção de que Odair Hellmann é o técnico ideal para o retorno do colorado ao Brasileirão já não é a mesma de meses atrás.

No Carioca, Felipe Conceição nunca foi o preferido do Botafogo e caiu já na Taça Guanabara. Abel Braga saiu um pouco do olho do furacão com a classificação do Flu para a final da Taça Rio, mas Carpegiani passou a ser cada vez questionado no Flamengo.

A guilhotina funcionou até no Capixabão. Para ficar no exemplo mais curioso, o Espírito Santo demitiu Cleiton Marcelino logo após a classificação para a semifinal. Contratou Rafael Soriano, ex-Desportiva, e o time será eliminado hoje caso não vença o Real Noroeste por pelo menos dois gols de diferença em Águia Branca.

Enfim, os Estaduais ainda têm peso. Pelo menos para derrubar treinadores…

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Sem revanche

Será impossível não ouvir falar nos 7 a 1 na próxima terça-feira, às 15h45, em Berlim, no amistoso entre Alemanha e Brasil. Mas, pra falar a verdade, o jogo está longe de ser uma revanche. Revanche será quando a Seleção golear os alemães em uma fase decisiva de Copa do Mundo, na casa deles!

Na terça-feira, o que teremos é um grande teste contra uma das favoritas ao título na Rússia. O que já é muito interessante.

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Aulas com o campeão de tudo

Índio é um dos maiores nomes do futebol de areia brasileiro. Ganhou tudo pelas seleções capixaba e brasileira. E revolucionou a maneira de jogar a modalidade, aplicando conceitos do futsal na turma da areia.
Agora, ele e Paolo Pretti, outra fera do esporte do Estado, lançaram o Toque de Prima. No projeto estão envolvidos 30 meninos de 10 a 14 anos. Por enquanto, o trabalho é no futebol soçaite. As atividades acontecem no Tancredão, em Vitória, nas quartas e sextas-feiras, das 8 às 10 horas. Nas quartas, atua o Índio. E nas sextas, a dupla.

Índio e Paolo com as crianças no Tancredão. Foto: Peter Falcão/Pauta LivreConforme Índio, cerca de 70% dos meninos são do Morro dos Alagoanos e Caratoíra. E 30% de Mário Cypreste. “Quero que eles tenham as oportunidades que tive. Tem muito ‘Jorge Ferreira’ lá em cima querendo uma chance”, destacou Índio.
 

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