A Maternidade Pró-Matre em Vitória está passando por superlotação. A informação vem da diretora técnica e obstetra da unidade, Rosani Caiado, que afirma ter uma grande demanda de atendimentos neste período. De acordo com Rosani, a maternidade estava, até o noite de quarta-feira (21), apenas com um leito disponível, situação que muda a qualquer momento.
Assim, é preciso priorizar os casos de emergência. “Só vamos internar urgências devido à superlotação. Estamos com dois prematuros de 24 e 26 semanas esperando por transferência e, até o momento, não conseguimos”, explica Rosani.
A estudante Junia Theodoro de Souza, 18, de Nova Bethânia, em Viana, esteve na Pró-Matre em trabalho de parto no último domingo. Segundo Junia, às 4 horas ela chegou à maternidade e de prontidão a atenderam.
Entretanto, somente a sala de pré-parto estava disponível. “Fiquei a tarde toda com dor. Forçaram o parto normal, mas eu não estava conseguindo. Depois de muito tempo sentindo desconforto, fizeram a cesárea, ali mesmo”, explica Junia.
Seu bebê, Antony, nasceu com problemas respiratórios. Junia acredita que a situação tenha acontecido devido à demora na realização do parto. “Só pude pegar meu filho quarta-feira (ontem). Ele estava na UTI por conta desse problema”, lamenta.
Questionada sobre o assunto, Rosani Caiado explica que a maternidade não força os pacientes, e sim orienta para que seja realizado o parto normal, que é o indicado pelo Ministério da Saúde.
“O trabalho de parto costuma durar até 16 horas. O processo de acompanhamento muitas vezes é lento e demorado”, acrescenta Rosani.
Atualmente, a maternidade está com leitos destinados aos planos de saúde com pacientes do SUS, cinco leitos de pré-parto ocupados por mulheres pós-parto e camas da emergência totalmente ocupadas.
