
Valentim, que não parece muito à vontade com os questionamentos da imprensa no Rio — vale lembrar que é seu primeiro trabalho por lá —, já tem o seu primeiro dilema. Ele barrou o capitão Joel Carli e bancou a dupla de zaga com Marcelo e Igor Rabello. Questão de ideia de jogo. Acha que o argentino, titular absoluto no ano passado, não tem velocidade para jogar no esquema pensado pelo treinador.
A torcida ainda não entendeu muito bem a decisão e vaiou Igor Rabello após o time levar dois gols pelo alto. Justamente um dos pontos fortes de Carli. Valentim, na entrevista pós-jogo, garantiu que ainda conta com o agora ex-capitão. Mas não é o que parece.
Enfim, o Botafogo está na final da Taça Rio. E chega mais forte por ter vencido um jogão de bola, pelo menos do ponto de vista da emoção.
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Jonas x Willian José
Tite está à procura de um camisa 9, aquele centroavante de ofício, que joga dentro da área e finaliza quase sempre de primeira. Para os amistosos contra Rússia e Alemanha, chamou Willian José, ex-São Paulo, Grêmio e Santos, que não deixou saudades em nenhuma das três torcidas.
Por que não o Jonas? Longe de ser um craque, assim como William José, o Jonas é mais goleador e tem números bem superiores. Além de jogar no Benfica, um time com mais camisa e com mais pressão do que o Real Sociedad, time do Willian José.
Na atual temporada, Jonas fez 34 gols em 38 jogos (média de 0,89 gol/jogo). Em 2016/17, foram 18 gols em 28 jogos (0,64 gol/jogo) e, na temporada 2015/16, 36 gols em 48 jogos (0,75). Willian José fez 18 gols em 31 jogos (0,58) na atual temporada, 14 gols em 34 jogos (0,41) na temporada 2016/17 e 10 gols em 34 jogos (0,29) em 2015/16, nessa última pelo Las Palmas.
Não sei se a Seleção precisa de um centroavante tradicional na Copa. Acho que Gabriel Jesus e Firmino (ok, me rendi ao Firmino na atual temporada!) dão conta do recado e, assim, Tite teria uma vaga para outra posição (um meia de criação, por exemplo). Mas se é para levar um camisa 9, quem vocês levariam?
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Craque é craque

Campeão olímpico em Atenas/2004, vice em Pequim/2008 e Londres/2012, ouro em sete Ligas Mundiais, tricampeão mundial (2002, 2006 e 2010). Um craque das quadras. Habilidoso, parece jogar sem fazer esforço. Pena que os ídolos também envelhecem.