
Ele foi preso por volta das 17 horas durante uma abordagem a um grupo suspeito no Morro do Quadro. “A patrulha identificou cinco indivíduos em atitude suspeita. Eles tentaram empreender fuga, a patrulha fez a abordagem e o Gabriel foi identificado. Nós checamos o banco de dados e verificamos que havia um mandado de prisão de 30 dias. Os outros não tinham nenhum problema ou passagem e foram liberados”, disse o Tenente-coronel Augusto.
De acordo com a polícia, Gabriel é apontado como autor de outros assaltos na capital. Quando era menor de idade, ele teve passagens pela polícia por roubo e tráfico. “Gabriel cometeu dois roubos no Centro de Vitória. Um no Parque Moscoso e outro em uma casa de câmbio na rua Alberto de Oliveira Santos. Cometeu outro roubo aqui na Marechal Campos, para você ver como ele é ousado. A loja fica a 500 metros aqui da Patrimonial”, disse o delegado Fabiano Rosa.
Segundo a polícia, outros quatro homens participaram do assalto a joalheria. Wedson Lima Marciano, conhecido como Zulu, de 33 anos, foi preso em fevereiro. A polícia também identificou um taxista que deu fuga ao grupo, um indivíduo que permaneceu dentro do táxi durante o crime e outro que entrou na joalheria junto com Gabriel e Zulu.
“A gente tinha a imagem de três pessoas na execução do crime. Depois a gente conseguiu identificar o táxi que deu fuga e identificamos o taxista, que trouxe a informação da pessoa que estava dentro do veículo”, explicou o delegado.
O taxista prestou depoimento no mês passado. “Ele está sendo tratado como investigado. Alega ter sido vítima e disse que foi coagido a participar do assalto, mas ele chegou a socorrer um dos indivíduos que acabou sendo baleado na hora que o Gabriel começou a atirar. O taxista levou esse indivíduo até o hospital e hora nenhuma entrou em contato com a polícia”, comentou o delegado.
O inquérito foi concluído pela Delegacia Patrimonial e o delegado pediu a prisão dos outros suspeitos. “Relatei o inquérito policial ontem, já indiciando todos os cinco indivíduos, e estou aguardando a prisão dos outros dois. Eu cheguei a pedir a prisão do taxista, mas o Judiciário negou por entender que tinha que aprofundar mais a investigação”, concluiu.
Confira as entrevistas: