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BR-259 no Estado é a 6ª pior do País, aponta estudo

Uma estrada esquecida, perigosa, com pavimento deficiente e sem acostamento. Essa é a situação da BR-259 no Espírito Santo, segundo um estudo da ...

BR-259 no Estado é a 6ª pior do País, aponta estudo
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BR-259: perigo e problemas. Foto: Elan Costa 19/07/2017

Uma estrada esquecida, perigosa, com pavimento deficiente e sem acostamento. Essa é a situação da BR-259 no Espírito Santo, segundo um estudo da Confederação Nacional do Transporte (CNT). O estudo, chamado “Rodovias Esquecidas do Brasil”, apontou a 259 como a sexta pior do País.

O trecho avaliado possui 279 quilômetros – sendo 106 no Estado –, indo de Governador Valadares, em Minas Gerais, a João Neiva, passando também por Baixo Guandu e Colatina. De acordo com o estudo, em 95% da rodovia foram encontradas deficiências no pavimento, com desgaste e trinca no asfalto.

Para o superintendente da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Willys Lira, a rodovia precisa de melhorias, já que o fluxo de veículos aumentou nos últimos anos. “Essa rodovia ganhou importância, e hoje só perde para a 101 e a 262. Isso exige melhorias”, disse.

Este ano, dois acontecimentos fizeram a BR-259 ficar em evidência: o rolamento de pedras que deixou a via interditada em Colatina e o comboio de 14 caminhões que furou uma fiscalização de transporte irregular no mesmo município.

Outo fato preocupante do estudo foi a constatação de que faltam proteção e placas em todo percurso. A CNT concluiu que isso tem comprometido a segurança, tanto que somente no ano passado foram 110 acidentes na via, com 13 mortos.

Sobre a sinalização, no entanto, o superintendente da PRF discordou. “Vejo a rodovia em condições satisfatórias de sinalização, pois passou por manutenção recentemente”, disse.

Para o presidente da CNT, Clésio Andrade, falta investimento. “O quadro é dramático e demonstra a incapacidade do governo em promover a melhoria das rodovias”, afirmou.

O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) foi procurado pela reportagem para comentar sobre o estudo, mas não respondeu.

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