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Capixaba é xodó do mito Rogério Ceni no Fortaleza

Com 1.238 jogos com a camisa do São Paulo e 132 gols marcados, o ex-goleiro Rogério Ceni é o “Mito” para os são-paulinos. Após pendurar as luvas, ...

Última atualização

Com 1.238 jogos com a camisa do São Paulo e 132 gols marcados, o ex-goleiro Rogério Ceni é o “Mito” para os são-paulinos. Após pendurar as luvas, virou treinador e hoje dirige o Fortaleza. Lá, encontrou um xará capixaba, que logo virou xodó do técnico.

Rogerinho é revelação do Fortaleza. Foto: Leonardo Moreira/Fortaleza EC

Natural de Vitória e criado no bairro Aribiri, em Vila Velha, o meia Rogério Amaro tem 20 anos e foi promovido ao time profissional este ano, a pedido de Ceni.

Rogerinho, como é chamado, começou a jogar no Santos de Aribiri, time amador do bairro onde morou. De lá, seguiu para a Desportiva Ferroviária e, depois, foi para o Fortaleza.

“Já vai fazer quatro anos que estou no clube (chegou para defender o sub-17 em 2014). No começo foi muito difícil, por se tratar de uma grande equipe do Nordeste e do Brasil”, afirmou.

Em entrevista à reportagem de A Tribuna, o jovem capixaba de 20 anos falou sobre a experiência com o seu atual técnico, o ex-goleiro Rogério Ceni, e as expectativas da temporada.

Meia completou 20 anos em janeiro. Foto: Leonardo Moreira/Fortaleza EC

PERFIL

Rogerinho
Nome: Rogério Amaro Batista da Luz
Idade: 20 anos
Altura: 1,75m
Onde nasceu: Vitória
Posição: meia
Clube: Fortaleza
Onde jogou: Santos de Aribiri e Desportiva (base)
Transferência: foi para Fortaleza em 2014
Títulos: Capixabão sub-15 de 2013, Copa Espírito Santo sub-15 de 2013, Campeonato Cearense sub-17 de 2015 e Campeonato Cearense sub-20 de 2017.

Encontro de "Rogérios" no treino do Fortaleza. Foto: Leonardo Moreira/Fortaleza EC

A Tribuna — Como foi a primeira conversa que você teve com Rogério Ceni?

Rogerinho — Minha primeira conversa como Rogério Ceni foi no ano passado, na pré-temporada deles (equipe profissional). A gente (o time sub-20) estava se preparando para ir para a Copa São Paulo (de Futebol Júnior) e fazendo alguns amistosos. Os auxiliares deles estavam acompanhando a gente (Fortaleza caiu na fase de grupos). O coordenador da base me mandou mensagem dizendo que eles tinham pedido que eu me apresentasse ao profissional. Me apresentei ao Ceni e ele disse: “Olha, meu xará, você tem nome de jogador bom”. Respondi: “Pelo senhor, já sabia disso”.

Como ele prefere que você jogue?

Nos treinamentos, ele me coloca muito no meio-campo, como camisa 10 tradicional, armador. Mas já me utilizou algumas vezes como segundo, terceiro volante, para organizar o time e sair jogando. Consigo fazer várias posições. Mas, na maioria das vezes, ele prefere que eu jogue como camisa 10.

Treino do Fortaleza. Foto: Leonardo Moreira/Fortaleza ECVocê subiu para o profissional logo depois da Copa São Paulo?

O diretor do time profissional disse que o Rogério Ceni tinha gostado muito do meu futebol e tinha me elogiado bastante. Pediu para eu continuar assim. Depois da Copa São Paulo, nem fui para Vila Velha, já vim para Fortaleza direto para negociar o contrato, que estava encerrando. Não podia treinar, só estava fazendo trabalho físico. Ele me solicitou, acabei não podendo por não ter contrato assinado. Por isso não me deixaram treinar.

E o que ele fez?

Ele perguntou o porquê e expliquei que estava negociando contrato. Ele disse que ia resolver isso, falar com o presidente para fazer meu contrato e que eu ia subir para o profissional. Ele resolveu e me perguntou se eu queria treinar com ele. Disse que seria uma honra.

Frio na barriga no primeiro treino

Rogerinho ainda não estreou oficialmente, mas já foi relacionado para o confronto com o Ferroviário, no estádio Presidente Vargas, quando o Fortaleza venceu por 3 a 1, pelo Campeonato Cearense. Ansioso e preparado para defender o Fortaleza, o capixaba espera a oportunidade com calma, principalmente por ter o treinador como principal “padrinho”.

Rogerinho está na expectativa de entrar em campo pela primeira vez no profissional. Foto: Leonardo Moreira/Fortaleza EC“Frio na barriga? Claro que deu”, disse Rogerinho. “No dia do jogo, no vestiário, todo mundo falou para eu me preparar. O Rogério pediu para eu ficar pronto para entrar, quando precisasse. Pela circunstância do jogo, acabei não entrando, mas, se Deus quiser, vou ter novas oportunidades”.

“No primeiro dia que fui treinar, estávamos indo para a academia e eu estava atrás dele (Ceni). Ele olhou para trás, me viu, me abraçou e foi andando comigo abraçado. Perguntou como estavam as coisas, se eu estava bem. Ele sempre procura saber como a pessoa está, é um cara gente boa demais”, contou.

Rogério Ceni está em seu segundo trabalho como técnico. O primeiro foi no São Paulo, clube que defendeu por 25 anos como goleiro, mas ficou no cargo apenas no primeiro semestre de 2017;

Atualmente na Segundona do Brasileiro, o Fortaleza contratou Rogério Ceni para chegar à elite. O time está fora do Brasileirão desde 2006. No Cearense, o time está em segundo no hexagonal.

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