
Quatro pessoas ainda estão na lista de desaparecidos do desabamento: Selma Almeida da Silva, 40 anos, mãe dos gêmeos; Eva Barbosa Lima, 42 anos; Walmir Sousa Santos, 47; e Gentil de Souza Rocha, 53. “Nós temos ainda quatro pessoas que ainda não conseguimos encontrar ou ser identificadas positivamente pelo Instituto Médico Legal. Porém ainda existem alguns restos mortais que não foram identificados. Mas como já ocorreu anteriormente, não necessariamente essas pessoas estavam sob os escombros”, afirmou o comandante do Corpo de Bombeiros Max Mena.
“Nós só encerramos alguma operação quando temos total certeza de que nosso trabalho está acabado. Nós não encerraríamos o nosso trabalho se não encontrássemos o piso do segundo subsolo, e encontramos e chegamos ao limite da edificação, dali pra baixo não tem mais nada, dali para baixo é terra, não faz parte da edificação. Esses escombros foram retirados, removidos e checados, pelo menos, três vezes. Foi um trabalho de detalhe, em razão da temperatura dos escombros, pouco sobrou”,
O governador falou sobre a dificuldade de encontrar desaparecidos no local do desabamento. “A gente não tem a expectativa de mais nada, o máximo que a gente pode fazer do ponto de vista de profundidade é essa. O resto [dos corpos] não deve ter mais existência, deve ter sumido junto com toda a situação, porque é muito calor e o corpo desaparece praticamente, é comum nesse tipo de tragédia”, disse.
O governador explicou que parte dos escombros será utilizada na tentativa de estabilizar o terreno. “Toda essa terra que está fora vai entrar pra dentro daquele buraco para tentar estabilizar o terreno e permitir que todos esses lugares aqui em volta fiquem dentro do possível mais normais. Daqui pra frente a Prefeitura tem que dar uma destinação ao terreno”, afirmou. “A partir de agora, a gente entrega à prefeitura para que ela possa dar um destino melhor da área, já que a área é federal. O prefeito já me disse que vai requisitar a área, a gente vai estudar a questão dos prédios laterais, tem três prédios que estão interditados”.

As buscas no local contaram com o trabalho de cerca de 1.700 homens do Corpo de Bombeiros, incluindo alunos do curso de formação.
O governador afirmou ainda que foi oferecido um aluguel-social de R$ 1.200 no primeiro mês e R$ 400 mensais para as famílias acampadas no largo Paissandu.