Estima-se que a cegueira atinja cerca de 1,2 milhões de brasileiros. Desse total, 80% dos casos poderiam ser evitados, de acordo com o Conselho Brasileiro de Oftalmologia, pois resultam de causas previsíveis ou tratáveis – a principal delas é o glaucoma.
No dia 26 de maio é celebrado o Dia Nacional de Combate ao Glaucoma. A data é uma oportunidade de intensificar a conscientização sobre os riscos da doença, que é silenciosa, não tem cura, é a principal causa de cegueira irreversível no mundo.
Atualmente, o glaucoma afeta cerca de 60 milhões de pessoas. Esse número chegará a 80 milhões até 2020, segundo estimativas da Organização Mundial de Saúde (OMS) e da World Glaucoma Association. No Brasil, há mais de 900 mil pessoas portadoras de glaucoma, embora acredita-se que o número seja ainda mais elevado, uma vez que grande parte dos portadores ignoram a doença.
De acordo com o oftalmologista do Hospital Metropolitano, Caetano Bellote Filho, o glaucoma é responsável por 12,3% dos casos de perda de visão em adultos. “A prevalência aumenta com a idade. É estimada entre 1% e 2% na população geral, chegando a 6% e 7% após os 70 anos de idade”, diz.
Segundo o especialista, os principais fatores de risco são: histórico familiar, pressão intraocular elevada, idade acima de 50 anos, diabetes, uso prolongado de corticóides, presença de lesões oculares e descendência negra.
“O glaucoma é uma doença crônica, silenciosa, que não tem cura, mas na maioria dos casos pode ser controlada com tratamento adequado. Quanto mais precoce for o diagnóstico, maiores são as chances de evitar a perda da visão”, afirma.
O oftalmologista reforça que o glaucoma, por ser assintomático, é uma doença perigosa e, por isso, é tão importante as consultas anuais ao oftalmologista, sobretudo para quem tem mais de 40 anos ou caso de glaucoma no histórico familiar.
Ele explica que o tratamento clínico inicial é feito com colírios que baixam a pressão intraocular. “A terapia com laser é indicada quando o tratamento com colírio não é capaz de conter os níveis elevados de pressão. Já o procedimento cirúrgico é a última opção de tratamento”, diz.
